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ORADOR, NÃO FAÇA…

1. NÃO LEVANTE, NEM ABAIXE DEMAIS A VOZ.

2. NÃO SEJA MONÓTONO, MAS VARIE DE TOM.

3. NÃO SE DESFAÇA EM GRITOS.

4. NÃO TREMA (NA MEDIDA DO POSSÍVEL).

5. NÃO EMPREGUE SARCASMO OU EXPRESSÕES MALICIOSAS.

6. NÃO ATAQUE HOSTILMENTE COM PALAVRAS ACUSADORAS DE CENSURA.

7. NÃO EXAGERE EM PROVOCAR RISOS, TORNANDO-SE PALHAÇO.

8. NÃO ELOGIE A SI MESMO.

9. NÃO ILUSTRE COM NARRAÇÕES LONGAS.

10. NÃO CANSE OS OUVINTES COM PREGAÇÕES LONGOS.

11. NÃO SE AFASTE DO TEXTO E DO TEMA.

12. NÃO CRAVE OS OLHOS NO CHÃO OU NO TETO.

13. NÃO FIXE O OLHAR DEMASIADAMENTE EM ALGUM OUVINTE PARTICULAR.

14. NÃO FIQUE RÍGIDO OU IMÓVEL, COMO UMA ESTÁTUA.

15. NÃO FAÇA GESTOS RIDÍCULOS.

16. NÃO ANDE NA PLATAFORMA COMO PASSOS GIGANTES, NEM ENGATINHE.

17. NÃO COLOQUE AS MÃOS NA CINTURA E NOS BOLSOS.

18. NÃO FIQUE ABOTOANDO E DESABOTOANDO O PALETÓ.

19. NÃO FIQUE BRINCANDO O BOTÃO DO PALETÓ.

20. NÃO COMECE CADA FRASE TOSSINDO.

21. NÃO FIQUE O TEMPO TODO COM O DEDO INDICADOR EM FORMA ACUSADORA.

22. NÃO DÊ SOCOS NA MESA .

23. NÃO EXAGERE EM TIRAR E COLOCAR OS ÓCULOS.

24. NÃO FIQUE ARRUMANDO A GRAVATA.

25. NÃO JOGUE A BÍBLIA SOBRE A MESA.

26. NÃO FIQUE ALISANDO O CABELO.

27. NÃO FIQUE OLHANDO O RELÓGIO TODO O TEMPO.

28. NÃO USE GÍRIAS OU PIADAS OBSENAS

29. NÃO AJOELHE APENAS COM UM DOS JOELHOS.

30. NÃO DIRECIONE A MENSAGEM A ALGUÉM DO AUDITÓRIO.

31. NÃO SE DESCULPE POR NÃO ESTAR PREPARADO.

32. NÃO DIGA REPETIDA VEZES: LOGO VOU TERMINAR.

33. NÃO PROCURE IMITAR ALGUÉM.

34. NÃO SE EXPRESSE DE MANEIRA PRESUNÇOSA OU ORGULHOSA.

 

 

- Recordai, Senhor, a vossa compaixão!- 9/3/2010

 

Primeira Leitura (Dn 3,25.34-43)
Leitura da Profecia de Daniel.

Naqueles dias, 25Azarias parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: 34“Oh! não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança 35nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por Isaac, teu servo, e por Israel, teu Santo, 36aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar.
37Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; 38neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; 39mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros 40e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças com que te sigamos até o fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança.
41De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-te, temer-te, buscar tua face; 42não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; 43liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor”.
— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

 
Responsório (Sl 24)
— Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

— Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

 
Aclamação (Jl 2,12-13)
— Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

— Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente.

 
Evangelho (Mt 18,21-35)
— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e seus filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

- Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?- 8/3/2010

 

Primeira Leitura (2Rs 5,1-15a)
Leitura do Segundo Livro dos Reis.

Naqueles dias, 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.
2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou a serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!”
4Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5Disse-lhe o rei Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”.
7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel”.
9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”.
11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Fartar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado.
13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo”’. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.
15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda terra, senão o que há em Israel!”
— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

 
Responsório (Sl 41)
— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

— Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

— A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

— Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!

— Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

 
Aclamação (Sl 129)
— Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção.

 
Evangelho (Lc 4,24-30)
— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor!
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

FORMAÇÃO DE LEITORES DA SAGRADA ESCRITURA

 

      – A leitura da Palavra de Deus é muito importante, tanto para o ouvinte, como para o leitor.

 

      – A missão do leitor é ler nitidamente a Palavra de Deus para que os ouvintes entendam e apliquem em suas vidas. Mt 7,24-27.

24. Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
25. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.
26. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia.
27. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.

 

      – Sua obrigação, antes de ler e proclamar a Palavra, é de treinar, lendo anteriormente várias vezes a leitura em questão, para que ouvindo, seus ouvintes possam entender a mensagem e se converter a Deus.

 

     – Antes de proclamar a Palavra, pedir ao Espírito santo que te unja e te dê o dom de proclamar esta palavra aos ouvintes, e que esta possa surtir o devido efeito. Sab. 7,15-16.

15. Que Deus me permita falar como eu quisera, e ter pensamentos dignos dos dons que recebi, porque é ele mesmo quem guia a sabedoria e emenda os sábios,
16. porque nós estamos nas suas mãos, nós e nossos discursos, toda a nossa inteligência e nossa habilidade;

 

     – A Bíblia é a Palavra viva de Deus.

     – Deus não deseja ser misterioso para seu povo, e sim quer que seus filhos o conheçam intimamente através do conhecimento de sua Palavra.

 

    – Jesus em seus ensinos dá muita importância à leitura da Palavra:

 “Respondeu-lhes Jesus, nem ao menos tendes lido o que fez Davi?

 

 “ Lc 6,3  “ Não tendes lido no livro de Moisés, no trecho referente à sarça? “

 

 “ Nunca  lestes nas Escrituras? “ Mt 21,42.

 

  – O desejo de Jesus é que ao ler Sua Palavra, sejamos mais ligados a Ele.

 

  -Em Jo 5,38. 39  Jesus disse :  “e não tendes a Sua Palavra permanente em vós ,

 pois não credes naquele que Ele enviou.

 Vós perscrutais as escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem!

São Elas mesmas que dão testemunho de mim “.

 

  – A Sagrada escritura está ao alcance de todos aqueles que querem conhecê-la seja para pesquisa, estudo, curiosidade, ou para vivenciá-la como a Palavra de Deus.

 

   – A imprensa trouxe para nós esta riqueza que é a Bíblia, más mesmo assim o entendimento da Palavra de Deus vem sendo também revelado a nós através da tradição da Igreja pêlos seus pastores.

 

   – Em Atos 8,26 -39 vemos a eficácia da leitura acompanhada da explicação da mesma pôr uma pessoa que já a conhece.

   – O alto empregado da rainha lia as Bíblia más não a entendia, e Felipe aproximando – se dele explicou-lhe tudo. E o eunuco então se converteu pelo poder da Palavra de Deus.

 

   – Quando a Palavra de Deus nos é revelada, Ela entra em nosso coração e nos enche de alegria, de paz, de conforto, de ânimo, etc.

   – S. Paulo dando valor à Escritura, escreve a Timóteo: 

 “Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação e ao ensino.”

- É obrigação do leitor que ao ler a Sagrada Escritura, recolha ao seu coração a mensagem lida, e no futuro utiliza-la para o proveito de outros irmãos.

 

-         Ao efetuar uma leitura da Sagrada Escritura, não leia mecanicamente.

 

-         Ler como você conversa no normal, você está sendo usado por Deus que está falando aos seus filhos através de sua boca.

 

-         Deus se manifesta conversando conosco através da leitura (Logos).

 

-         Em Hebreus. Deus fala. 1,1-3 - Poder da palavra.

-         1. Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.
2. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas.
3. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus,

 

-         A proclamação da palavra é feita através do falar claro, do olhar para os ouvintes e dos gestos do leitor.

 

-         O leitor que lê com os olhos pregados no livro ou papel sem de vez em quando olhar para os ouvintes, faz com que a leitura perca a sua eficácia, ficando os ouvintes talvez a prestar atenção em outros acontecimentos do local.

 

-         Quando a leitura é mal lida, os ouvintes costumam também se dispersar, e com isso a palavra proclamada não produz o fruto devido.

 

-         É também muito importante que o leitor use as mãos, ou um sorriso discreto de acordo com a proclamação da palavra, fazendo com isto que os participantes aprovem seus atos e vejam que estão de acordo com a leitura. proclamada.

 

- Como citamos acima a palavra Logos, é bom explicarmos seu significado

 

- Encontramos na língua Grega duas palavras que vem a ter um grande    

    significado para nós leitores da Sagrada escritura.

 

- Logos – ou a Palavra de Deus escrita, por exemplo, na Bíblia.

   A Bíblia quando fechado é um livro como outro qualquer, mas quando aberta é 

   o Logos, isto é a palavra de Deus viva, que pode ser lida, meditada e aplicada

   em nossa vida.

 

- Rhema – É também Palavra de Deus.

    Mas agora o significado do Grego para o Português é diferente.

    Rhema é a palavra de Deus dirigida no momento para alguém.

 

    Quando estamos lendo ou ouvindo a palavra de Deus, em certos momentos 

    sentimos que aquela palavra foi exatamente a que precisávamos ouvir, isto é 

    veio na hora exata e para o devido fim.

 

    Por isso é que a palavra de Deus não pode ser desperdiçada, sendo mal lida ou

    proclamada.

 

- Da palavra proclamada vai depender a conversão de muitos ouvintes.

- Dar a leitura da Palavra para uma pessoa inexperiente, que vai gaguejar soletrar palavras, não usar pontuação, mudar as palavras, insegura, vai fazer com que a palavra Rhema não surta o seu efeito.

 

Por isso a necessidade de treinamento antecipado dos leitores.

Não pegar leitor do momento, sem conhecer se ele vai proclamar corretamente a palavra ou não.

A UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 

“O Espírito Santo está sobre mim porque me ungiu” (Lc 4,18)

 

Um cristão que não tem autoridade espiritual, como poderá falar em nome de Jesus? É uma coisa extraordinária exercer a autoridade de Jesus. É preciso estar ungido. “O Espírito do Senhor está sobre mim porque me ungiu” (Lc 4,18). A unção é muito importante no exercício da autoridade espiritual.

No Antigo Testamento o óleo da unção era derramado nas cabeças:

* Dos leprosos, (Lev 14,14-18)

* Dos Sacerdotes, (Ex 29,29-30 e 30,30)

* Dos Reis, (I Sam 10,1 e 16,13)

No Antigo Testamento, a unção era feita com óleo, no Novo Testamento a unção é traduzida como “O Espírito Santo vindo sobre uma pessoa”.

As três unções: leprosos, sacerdotes e reis trazem a autoridade espiritual na vida dos que crêem como descreve no Antigo Testamento. Trazem a autoridade espiritual por que perdoa e capacita a pessoa.

Unção do leproso: É uma prefiguração da obra do Espírito Santo na salvação.

Purificação da lepra espiritual – pecado. Da mesma forma que a lepra se espalha pelo corpo físico e o destrói, assim também o pecado se aloja no espírito para nos destruir e matar. “O salário do pecado é a morte”. (Rom 6,23).

Unção Sacerdotal: A unção sacerdotal no AT foi destinada para Aarão, seus filhos e sacerdotes da tribo dos levitas. A obra do Espírito Santo em nossas vidas nos liberta da culpa e penalidade do pecado, também o Senhor quer nos salvar do poder do pecado.  A ação do Espírito Santo em nós é santificar-nos, fazer-nos retos, para que possamos executar obras retas nos serviço aos irmãos e ao Senhor. A unção entra em nossas vidas para quebrar toda influência do pecado sobre nós. O Espírito Santo destrói o poder do pecado que foi invalidado em nós. A unção sacerdotal é para a santidade, para fazer com que vivamos corretamente, para produzirmos ações corretas.

Unção Real: O AT descreve a unção de um rei que se destina ao poder e autoridade. Foi sobre a unção real que Jesus falou aos seus discípulos em Atos 1,8. “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo que vos dará força (poder – autoridade – unção – virtude) e sereis minhas testemunhas…” Jesus determinou a seus discípulos saírem, pregarem curarem os enfermos e expulsarem os demônios. A levarem o evangelho pela palavra e pela ação, pela virtude do Espírito Santo, acompanhado pelos milagres e prodígios. “Milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, imporão as mãos aos enfermos, e eles ficarão curados” (Mc 16,17).

 

6.1 – FORAM TRÊS AS UNÇÕES EXPERIMENTADAS PELO REI DAVI

6.1.1 – Primeira unção de Davi:

 “O Senhor disse: “Vamos, unge-o: é ele”. Samuel tomou o corno de óleo e ungiu-o no meio de seus irmãos. E a partir daquele momento o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi” (ISam 16,12). Davi tinha entre 15 a 17 anos de idade quando recebeu a primeira unção. Ele foi chamado, escolhido, por isso foi ungido. As façanhas de Davi começaram após esta unção. Ele começou a matar gigantes depois que foi ungido. Depois que o Espírito do Senhor veio sobre ele. Se Davi tivesse desafiado Golias sem a unção, sem a ação do Espírito Santo, provavelmente teria acabado na ponta da espada de Golias. Temos que ter a unção real, a plenitude do Espírito Santo primeiro, para depois agir. Se nós, sem unção, sairmos a desafiar Golias por aí, possivelmente seremos desapontados, pois Golias é um protótipo, a figura do diabo. Precisamos esperar como os apóstolos até que sejamos revestidos da força do alto…

 

6.1.2 – Segunda unção de Davi: A unção significa que Davi havia sido escolhido para ser rei. “Muitos os chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt 20,16). Davi foi testado e passou em todos os testes segundo I Sam 19 a 31. “Os homens de Judá foram ali e sagraram Davi rei da Casa de Judá” (2Sam 2,4). Davi passou em todos os testes: “Passei-te no cadinho como a prata, provei-te no crisol da tribulação” (Is 48,10). É desta forma que o Senhor faz sua escolha.

 

 Davi resistiu à tentação de diversas maneiras, ele teve várias oportunidades de matar Saul, mas ele sabia que também ele era um ungido do Senhor e preferiu deixar Saul nas mãos do Senhor… Davi passou pelos testes e por isso foi chamado e também escolhido pelo Senhor. Precisamos estar atentos, sentir o chamado, discernir se as provações são testes para uma escolha no plano de Deus. Se somos chamados, se passamos nos testes de Deus, se suportamos as provações, chegaremos à segunda unção. Precisamos tomar cuidado, ser vigilantes para que não sejamos vítimas do orgulho, da falta de retidão ou outras falhas em outras áreas de nossas vidas.

Davi foi ungido rei de Israel, antes disso ele já era rei sem reino… Entre a primeira e a segunda unção deve ter-se passado cerca de 13 a 15 anos. Neste período foi para Davi tempo de muitas provações. Foi um tempo de preparação por Deus para ele subir ao trono de Israel. Após a unção, ainda não estamos devidamente preparados para receber a coroa. Anos e anos de preparação, em geral, seguem a unção. São Paulo foi ungido pelas mãos de Cananias, (Atos 9,1ss), mas passaram-se 14 anos para que o ministério fosse confirmado por pessoas da Igreja.

Davi enfrentou grandes problemas, o seu reino estava dividido: “Prolongou-se por muito tempo a guerra entre a casa de Saul e a de Davi. Mas na medida em que o poder de Davi ia-se fortificando, a casa de Saul ia-se enfraquecendo” (2Sam 3,1). Na medida em que o poder de Deus começa a atuar em nossas vidas, na verdade começamos a reinar no sentido espiritual, reinar sem trono. Nossos inimigos começam a ser vencidos e Deus começa a nos dar grandes triunfos e vitórias espirituais. A vida de Davi foi seguida de tribulações e vitórias e foi ficando cada vez mais forte e finalmente Deus lhe concedeu uma vitória total e houve paz…

Seremos fortalecidos através das provações do dia-a-dia e assim chegaremos à terceira unção. Somo chamados por Deus, após os testes de provações seremos aprovados e então escolhidos. Quando provamos que somos dignos desta escolha chegaremos à terceira unção, para a fidelidade.

6.1.3 – Terceira unção de Davi: Vemos uma grande bênção surgindo do serviço fiel de Davi a Deus. “Davi ia-se fortificando e o Senhor, Deus dos Exércitos, estava com ele” (2Sam 5,10). Os três estágios da unção de Davi são para nós uma riqueza. “Combaterão contra o cordeiro, mas o cordeiro os vencerá porque é Senhor dos Senhores e Rei dos Reis. Aqueles que estão com ele são os chamados, os escolhidos, os fiéis” (Apc 17,14). São exemplos para as pessoas que seguem o Senhor para a vitória sobre seus inimigos. A terceira unção representa sua fidelidade.

* A unção do leproso pode ser comparada ao chamado à salvação;

* A unção sacerdotal pode significar sermos escolhidos para o serviço;

* A unção real significa a obediência fiel ao Senhor. Temos, portanto os chamados, os escolhidos e os fiéis.

Muitos de nós fomos ungidos para o serviço, para alguns ministérios, mas estamos infrutíferos. O fogo do Espírito foi contristado, apagou-se. Precisamos despertar o Dom de Deus que está em nós. Não devemos ir além da unção, mas precisamos despertar o dom de Deus que está em nós. Devemos estar vigilantes no que Deus nos chamou a fazer e não ir além desta unção.

Há três níveis de unção para nós hoje, que nos trazem autoridade espiritual: A unção do leproso, do sacerdote e a unção real.

 

 

* A primeira - unção do leproso - nos salva da penalidade do pecado, representa a salvação.

* A segundo - unção sacerdotal - quebra o poder do pecado sobre nós e nos prepara para cumprirmos e expressarmos retidão (justiça) no serviço do Senhor.

* A terceira - unção real - nos introduz no poder e autoridade no exercício de nossos ministérios.

Há igualmente três estágios na unção de Davi: CHAMADOS – ESCOLHIDOS – FIÉIS.

Porque não há conversão com as pregações de hoje?

 

    Quando o semeador saiu a semear, ouve grandes esperanças de que a sementeira produziria frutos.

-Porque se as primeiras sementes semeadas foram comidas pelos pássaros, pisadas pelos homens, secadas pelo terreno pedregoso, e sufocados pelos espinhos, ainda sobrava as que caíram em solo fértil e bom.

-Seria a culpa total desta falta de frutos, dos campos que não eram próprios para o plantio?

-Ao certo que não. Pois se tanto semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto?

-Não há um homem que em uma pregação entre em si e mude de vida, nem um moço que se arrependa, nem um velho que se desengane. Porque isso?

-Assim como Deus não é hoje menos Onipotente, assim a sua palavra não é hoje menos poderosa do que era antes.

-Pois se a Palavra de Deus é tão poderosa, se a Palavra de Deus tem hoje tantos pregadores, -porque não vemos hoje nenhum fruto da palavra de Deus?

-Para uma alma se converter através de uma pregação tem de olhar para três itens:

 

A – O pregador com a doutrina, persuadindo.

B – O ouvinte com o entendimento, percebendo.

C – Deus com o Espírito Santo, iluminando.

 

-Para um homem se ver a si mesmo é preciso de três coisas:

-Olhos, espelho e luz.

-Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos.

-Se tem espelho e olhos e é de noite não se pode ver por falta de luz.

-Logo se vê a necessidade de luz espelho e olhos.

-Quando um homem entra dentro de si e vê-se a si mesmo, ele se converte.

-O Pregador trabalha como o espelho, que é a doutrina.

-Deus trabalha com a luz, que é a Graça.

-O homem trabalha com os olhos, que é o conhecimento.

-Pregadores, porque a palavra de Deus não produz frutos?

-Por culpa dos Pregadores, culpa nossa.

-Porque então o Pregador com tantas qualidades, e em suas pregações tantas leis, e ser culpado da falta de frutos?

-No Pregador podem-se considerar cinco circunstâncias:

-A pessoa, a ciência, a matéria, o estilo e a voz.

-A pessoa que é, a ciência que tem, a matéria que ensina, o estilo que segue e a voz com que fala.

-A definição do Pregador é a vida e o exemplo.

-Por isso Jesus no Evangelho comparou o Pregador ao que semeia.

-Um é o semeador e outro o que semeia.

-Uma coisa é o soldado e outra é o que luta.

-Uma coisa é o governador e outra é o que governa.

-Uma coisa é o Pregador e outra é o que prega.

-O Pregador e o semeador é nome; o que semeia e o que prega é ação.

-E as ações é que dão o ser ao Pregador.

-Ter o nome de Pregador ou ser pregador de nome, não importa nada;

-As ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo.

-O melhor conceito que o Pregador leva aos seus ouvintes é seu modo de vida.

-Antigamente convertia-se o mundo, hoje porque não converte ninguém?

 

 

 

 

 

 

-Porque hoje se prega palavras e pensamentos, antigamente se pregava palavras e obras.

-Palavras sem obras são tiros sem bala; fazem barulho, mas não ferem.

-A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo e sim com a pedra.

 

-Cristo comparou o Pregador ao semeador. O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão.

-Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração são necessário obras.

-Jesus diz que a palavra frutificou cem por um. Que quer dizer isso?

-Quer dizer, que de uma palavra nasceram-se cem palavras? Não.

-Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras.

-Pois palavras que se transformam em obras vejam se são somente palavras.

-Porque João Batista convertia tantos pecadores?

-Porque assim como suas palavras pregava aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos.

-As palavras de João Batista pregavam penitência; homens fazei penitência; e o exemplo clamava, eis aqui está o homem que é retrato da penitência e da aspereza.

-As palavras de João pregavam o jejum e repreendia a gula, e o exemplo clamava; eis aqui está o homem que se sustenta de mel e gafanhotos.

-As palavras de João pregavam composição e modéstia e condenavam a soberba e a vaidade do corpo; e o exemplo clamava; eis aqui está o homem vestido de pele de camelo.

-As palavras de João pregavam desapegos às coisas do mundo e o exemplo clamava; eis aqui o homem que deixou as cortes e as cidades e vive no deserto em uma cova.

-Se os ouvintes ouvem uma coisa e vê outra, como hão de se converter?

-Se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como se há de obter fruto?

 

Padre Antônio Vieira

“Sermões”

O DOM DE CIÊNCIA

 

 

 

 

“Pois a luz da ciência que eu derramo sobre todos é como a luz da manhã, e de longe eu a torno conhecida”.  (Ecl 24,44)

A palavra de Ciência, a palavra de conhecimento das coisas, das coisas da vida, das realidades são dons de Deus. Palavra de Ciência, ou palavra de conhecimento, dom de revelação, são a mesma coisa.

Nós precisamos aprender a verdade. E a revelação da verdade dada por Deus, se chama DOM DE CIÊNCIA. Deus dá seu conhecimento para nós, através do Espírito Santo.

O que é o dom de Ciência?

  É a graça que Deus nos concede, para que possamos ver as coisas como Deus vê. Precisamos estar abertos ao conhecimento de Deus. Deixemos que Deus nos mostre o Seu diagnóstico, sobre os problemas que nos envolvem. Se pedimos o dom de ciência, se temos abertura ao dom, a revelação que vier em oração, no nosso coração, é o diagnóstico de Deus. Precisamos deixar que Deus nos mostre qual o problema, o que nos impede de sermos felizes, o que atrapalha o nosso crescimento espiritual. Precisamos escutar o Senhor, o que Ele tem para nos revelar a respeito das coisas, dos fatos, dos acontecimentos em nossas vidas…

Como é isto?

 O Espírito Santo vem em nosso socorro, nos comunicando através de um pensamento, de uma revelação ao nosso coração. Devemos estar atentos, abertos para que Deus possa nos usar como canal de Sua graça. Não para proveito próprio, mas, para a comunidade. O dom de ciência é um dom como os demais. Ele é, uma pequena amostra grátis do mistério de Deus, do conhecimento de Deus, revelado ao homem.

O Dom de Ciência se dá em dois aspectos:

 Deus revelando ao homem Seus mistérios, a Sua bondade, Seu amor. E também, revelando o mistério do homem, revelando o problema do homem, o que está no homem. Deus, através da palavra de ciência nos revela os Seus mistérios, Sua vontade. Deus concede ao homem, a graça de enxergar as coisas como Ele enxerga, de entender as coisas como Ele entende. Quem tem o dom de Ciência, entende, mais profundamente, as Escrituras Sagradas. Precisamos desejar o dom de Ciência, para conhecer melhor os mistérios de Deus, Sua palavra, Sua vontade para conosco e para com nossos irmãos.

A comunidade que ora unida, que busca, que pede o dom de Ciência, que tem palavra de Ciência é libertada. Com a oração de uns pelos outros, cada um vai sendo libertado das amarras, dos problemas pessoais, que impedem o crescimento espiritual, que impede o amor uns pelos outros, que impedem de acolher as idéias do grupo… O Senhor, no poder do Espírito Santo, vai revelando, diagnosticando, curando e a comunidade vai crescendo…

O nome de Jesus, o poder do Senhor Jesus, está acima de todas as coisas… Se você teve uma humilhação que lhe causa lembranças dolorosas, imagine Jesus lá, lhe consolando, lhe amparando, lhe abraçando., lhe curando… É impressionante como acaba tudo, como é poderosa a presença de Jesus. Ele é o Senhor de tudo, busquemos a solução em Jesus!

Quando você está orando, e vem em seu pensamento, em seu coração, uma palavrinha, uma frase, uma imagem, de maneira direta ou indireta, fique atento, pois, Deus tem mil maneiras de lhe revelar Seu diagnóstico. Palavrinhas como: sabonete, faca, panela, pato, tiro, medo, tudo isto pode parecer absurdo, mas sempre, são palavras significativas em situações vividas, pela pessoa que está recebendo a oração. Continue orando e a revelação virá. Jesus, com Seu poder vai curando, vai libertando. Glórias e glórias a Deus. Jesus é a Boa Nova, Jesus é o caminho, e toda oração CRISTOCÊNTRICA, toda entrega com fé, colocando Jesus ali no problema, e assim, a pessoa, com certeza, será libertada, será curada.

 

É preciso ficar alerta é preciso buscar sabedoria e discernimento, para que não percamos as maravilhas do amor de Deus que nos foram reveladas através do DOM DE CIÊNCIA.

ORAÇÃO: Senhor Jesus, nós lhe pedimos o Dom de Ciência. Dê também, para todos nós, o dom da revelação, o dom do entendimento e de sabedoria, para que possamos diagnosticar as situações, segundo a sua vontade. Eis-nos aqui, Senhor Jesus, usa-nos. Obrigado Senhor Jesus. Glórias e louvores ao Senhor!

Unge Senhor, o Seu povo, no poder do Seu Espírito. Amém! Obrigado Senhor.

O Senhor dá os Seus dons, a quem os acolhe com fé e alegria. O medo, a dúvida, contrista o Espírito Santo em nós. Jesus vivo, ressuscitado, está presente nos dando Sua graça, Seus dons, Seu poder, Sua Ciência. Muito obrigado Jesus.

 Amém

- COMO CHEGAR À SANTIDADE

“Esta é a vontade de Deus: a vossa Santificação” (I Tes 4,3 e 7) 

Como alcançar a Santidade? Como colaborar com o Espírito Santo para chegarmos à Santidade? “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; pois, Deus não nos chamou para a impureza, mas para a Santidade…” (I Tes 4,3-7).

A palavra de Deus está nos dizendo que a vontade d’Ele é a nossa santificação, que sejamos santos e evitemos a impureza, evitemos o pecado, que nos conduz à impureza, que nos conduz às trevas. “Que cada um saiba possuir o seu corpo, santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus”. (I Tes 4,4). “Vigiai e orai para não cairdes em tentação…” Se não buscarmos a Jesus, os sacramentos, acabaremos sendo levados pelas paixões desregradas, como os pagãos. Só o Senhor nos dará forças. O mundo está aí, nos convidando a viver esta vida de impureza. Só com a ajuda do Espírito Santo que venceremos. Somos templos do Espírito Santo e Ele nos dará forças para fugirmos do pecado, da prática da impureza, pornografia, piadas. Precisamos buscar o Espírito Santo e deixá-lo trabalhar em nós.

 Não há tentação alguma que nós não possamos resistir, pois o Espírito Santo habita em nós e nos fortalece. Temos que vigiar. As propostas não faltam: revistas, livros, novelas são formas que o mundo usa para nos seduzir. Vigiemos, oremos e fujamos do que é mau e busquemos o que é bom e o que nos conduz à santidade. As “coisas impuras e sujas” sujam a nossa alma e enfraquecem a nossa vontade, poluem os nossos olhos, ouvidos, nos contaminam.

“Ninguém oprima ou defraude a seu irmão…” (I Tes 4,4).

Não podemos provocar aos nossos irmãos, nem despertá-los para o pecado contra a santidade. No vestir, no falar. Na medida em que a pessoa vai convertendo-se a Deus, o vestir, o assentar, o falar, vai modificando-se e é uma benção. Durante o namoro é preciso muita vigilância, para não caírem na impureza.

Se o casal começa a provocar um ao outro, chega a um ponto que não suportarão. É preciso evitar, afastar das ocasiões de pecado.

 “A ocasião faz o ladrão”. “Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Heb 12,14). Deus nos chamou para sermos santos.

A natureza, a essência de Deus é santidade. Deus é puro. E nós só poderemos aproximar-nos d’Ele, à medida que formos santos. É como a água e o fogo, são naturezas diferentes. Precisamos vigiar para que sejamos santos e puros.

“Bem aventurados os corações puros porque verão a Deus” (Mt 5,8). Se consagrarmos verdadeiramente a Deus, a seu serviço, chegaremos com Sua graça, à santidade.

Quem são os santos? Na expressão bíblica são aqueles que são consagrados a Deus. É aquele que deixa todo o pecado, é aquele que é separado do impuro, é aquele que é dedicado e consagrado a Deus. “Vós sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus”:

Todos nós batizados temos a missão sacerdotal, de sermos instrumentos de salvação para os nossos irmãos. Sermos instrumentos de Deus para a conversão de nossos irmãos. Ser santo é buscar também a santificação de nosso irmão. Próximo de Deus, longe do pecado. Próximo ou em vida de pecado, longe de Deus. O pecado nos separa de Deus…

Não podemos ver nossos irmãos em pecado e não sermos instrumentos de Deus em suas vidas.

Por isso precisamos ser evangelizadores, propagadores da BOA-NOVA. Todos os cristãos têm a obrigação de pregar a Boa Nova, de buscar a santidade para si e para os irmãos através da evangelização no poder do Espírito Santo.

 “Deus Pai nos escolheu n’Ele antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis, diante dos seus olhos” (Ef 1,4). Ele não se alegra com a queda de seus filhos. Ele nos quer santos. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rom 12,2).

 Buscai a sabedoria de Deus e deixai a sabedoria do mundo, para assim alcançar a santidade. Na medida de nossa conversão, com estudos, encontros, oração, sacramentos, vamos sendo transformados e já não nos conformamos com as coisas deste mundo, não aceitamos a forma do mundo e entramos na forma de Deus

O Espírito vai trabalhando em nossa vida e realizando esta obra de renovação em nós. Glórias a Deus por isto.

É preciso que o homem velho morra, para que o homem santo e irrepreensível ressuscite em nós, para que o próprio Jesus Cristo viva em nós. Ser santo é buscar Jesus Cristo, sendo um só n’Ele… É abandonar, é abjurar, é renunciar todo o mal, isto é, tudo o que nos impede a nossa união com Jesus Cristo. É esta nossa missão, conversão dia-a-dia.

IMPEDIMENTOS À SANTIDADE:

- Fé imperfeita – Fé não é sentimento e sim atitude de vida, é buscar viver como Jesus viveu. “O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção… Vos tornastes modelo para todos os fiéis…” (I Tes 1,5ss). Com uma fé perfeita e adulta, chegaremos à santidade. Busquemos esta fé perfeita para não cairmos diante das tribulações.

- Consagração imperfeita – É também impedimento à santidade. Par seguir a Jesus precisamos renunciar a nós mesmos, tomar a cruz de cada dia e segui-Lo. A pessoa que se consagra a Deus terá que renunciar a si mesmo. “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, toma cada dia a sua cruz, e siga-me”. (Lc 9,23).

Deixar o coração aberto para que o Espírito Santo realize a obra de santidade em nossa vida. Passar, como São Paulo, de perseguidor a pregador. Tirar todo ódio, rancor, ressentimento mágoa, deixar de perseguir nossos irmãos em nosso coração. Os apóstolos deixaram tudo para seguir a Jesus, exemplos de vidas consagradas inteiramente ao Senhor Jesus…

 E é esta a vontade de Deus, que todos nós sejamos santos como Ele é Santo. Glórias e Louvores a Deus. Amém.

Oração em frente ao Santíssimo Sacramento

 

Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus presente na Eucaristia e, envolvidos com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos esses momentos preciosos diante de Deus Vivo.

Santo António Maria Claret (1807 – 1870), fundador dos Claretianos, inspiradamente desenvolveu textos que nos levam a uma profunda intimidade com Deus na oração, usando a técnica do diálogo com Jesus, para que assim possamos ouvir sua voz em nossos corações. O roteiro que abaixo publicamos foi selecionado pela Equipe Pastoral da Arquidiocese de Viena, no ano de 1988. Siga este roteiro em sua oração diante do Santíssimo Sacramento, sem pressa, por um período mínimo de quinze minutos, se possível, diariamente. Inicie sempre a sua Adoração procurando ouvir a Voz de Jesus dizendo-lhe: “Não é preciso, meu filho(a), saber muito me agradar; basta amar-me fervorosamente. Fala-me,

pois, de uma maneira simples, assim como falarias com o mais íntimo dos amigos…”.

Menciona-me o seu nome e diz-me o que desejas que eu lhe faça. Pede muito. Não receies pedir.

Conversa comigo, simples e francamente, sobre os pobres que gostarias de consolar, sobre os doentes que vês sofrer, sobre os desencaminhados que tanto desejas ver no caminho certo. Diz-me a favor deles ao menos uma palavra.

Diz-me abertamente que te reconheces orgulhoso, egoísta, inconstante, negligente… E pede-me, então, que Eu venha em teu auxílio nos poucos ou muitos esforços que fazes para te livrares dessas faltas.

 Não te envergonhes! Há muitos justos, muitos santos no céu, que tinham exatamente os mesmos defeitos.

Mas pediram com humildade, e… pouco a pouco se viram livres deles.

 Tão pouco deixes de me pedir saúde, bem como bons resultados nos teus trabalhos, nos teus negócios ou estudos.

Posso dar-te e realmente te darei tudo isso, contanto que não se oponha à tua santificação, mas antes a favoreça. Mas quero que o peças.

Que necessitas precisamente hoje? Que posso fazer por ti? Ah, se soubesses

quanto Eu desejo ajudar-te!

Conta-me. O que é que te ocupa? Que pensas? Que desejas? Que posso Eu fazer por teu irmão, por tua irmã, pêlos teus amigos, pela tua família, pelos teus superiores? Que gostaria tu de lhes fazer?

E no que se refere a mim, não sentes o desejo de me ver glorificado? E não queres fazer um favor aos amigos que amas, mas que talvez vivam sem jamais pensar em mim?

Dize-me, em que se detém hoje, de maneira especial, a tua atenção? Que desejas mais vivamente? Quais os meios que tens para alcançar? Conta-me se não consegues fazer o que desejas e Eu te indicarei as causas do insucesso. Não gostarias de conquistar os meus favores?

Conta-me com todos os pormenores o que te entristece. Quem te feriu? Quem ofendeu o teu amor próprio? Quem te desprezou? Conta-me tudo. Então, em breve, chegarás ao ponto de me dizer que, imitando-me, queres perdoar tudo e de tudo te esqueceres. Como recompensa hás de receber a minha bênção consoladora.

Acaso tens medo? Sentes na tua alma melancolia e incerteza que, embora não justificadas, não deixam de ser dolorosas? Lança-te nos braços da minha amorosa Providência. Estou contigo, a teu lado. Vejo tudo, ouço tudo e, em momento algum te desamparo.

 Sentes frieza da parte de pessoas que antes te queriam bem e que agora, esquecidas, se afastam de ti apesar de não encontrares em ti motivo algum para isso?

Roga por elas, pois se não forem obstáculo à sua santificação, Eu as trarei

de volta a teu lado.

 

Por que não me deixas tomar parte nela com a força de um bom amigo? Conta-me o que desde ontem, desde a tua última visita, consolou e agradou teu coração.

Talvez fossem surpresas agradáveis; talvez se tenham dissipado teus negros receios; talvez tenhas recebido boas noticias, uma carta, uma demonstração de carinho; talvez tenhas conseguido vencer alguma dificuldade ou sair de algum apuro.

Tudo é obra minha. Dize-me simplesmente, como um filho ao seu pai: “Obrigado, meu Pai, obrigado!”

Bem sabes que eu leio que está no fundo do teu coração. É fácil enganar os homens, mas a Deus não podes enganar.

Fala-me, pois, com toda a sinceridade. Fizeste o propósito firme de, no futuro, não mais te expores àquela ocasião de pecado, de te privares do objeto que te seduz, de não mais leres o livro que exalta a tua imaginação, de não procurares a companhia das pessoas que perturbam a paz da tua alma?

Serás novamente amável e condescendente para agradar àquela outra, a quem, por ter te ofendido, consideraste até hoje como inimiga?

Ora, meu filho, volta agora às tuas ocupações habituais: ao teu trabalho, à tua família, aos teus estudos; mas não esqueça os quinze minutos desta agradável conversa que tiveste aqui, a sós comigo, no silêncio do santuário.

Pratica tanto quanto possível o silêncio, a modéstia, o recolhimento, a serenidade e a caridade para com o próximo.

Ama e honra minha Mãe que é também tua. E volta amanhã, com o coração mais amoroso, mais entregue a mim. No meu coração hás de encontrar, em cada dia, um amor totalmente novo, novos benefícios e novas consolações. Vem que Eu aqui te espero”.

 

Baseado em textos de Santo António Maria Claret.

 

N.B. faça uma cópia desta oração e leve-a para rezar em frente ao sacrário.

EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO

“Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (Atos 1,8)

 Jesus, desde sua encarnação até a oblação sacerdotal na cruz, cumpriu sua missão, como cordeiro imolado que, com o Seu próprio sangue, conquistou para a humanidade uma redenção eterna ao oferecer-se a Seu Pai, movido pelo Espírito Santo. “Eis aí o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O Espírito Santo, presente e operante na MISSÃO DE JESUS é o primeiro fruto do Seu Sacerdócio e do Seu Senhorio. “Exaltado pela direita de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou-o como vós vedes e ouvis”. (Atos 2,33). Jesus glorificado, por sua vez derrama o Espírito Santo, pelo poder soberano de Deus, para que a Igreja se abrisse à vida, para que nascesse o novo Povo de Deus, para que se cumprissem as promessas aos antigos profetas e para que ficasse selada para sempre e em toda a sua plenitude a nova Aliança (Ler Jr 31,31-33; Ez 36,27; Is 59,21).

Essa plenitude do Espírito Santo foi prometida a todos os que crêem em Jesus como Messias Filho de Deus, Salvador e Senhor.

Jesus é o “Pleno do Espírito Santo” e tudo quanto faz, brota dele, é fruto da ação fecunda do mesmo Espírito. Depois de sua ressurreição e antes de sua ascensão ao céu, Jesus transmite aos seus apóstolos as instruções sobre o Reino de Deus. Recomenda aos apóstolos que não se afastassem de Jerusalém para esperar o cumprimento da Promessa do Pai.

 “Eis que eu vos mandarei o Prometido de meu Pai. Ele vos recordará todas as coisas”. A promessa do Pai se identifica, pois, com o EspíritoSanto.

Com a vinda do Espírito Santo, a missão de Jesus alcançará a sua plenitude. João Batista havia dito: “Eu vos batizo na água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará no Espírito Santo e no Fogo” (Mt 3,11). Este é o ponto culminante da instrução de Jesus: os discípulos serão batizados no Espírito Santo. “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1,6-8). Esta afirmação de Jesus é uma chave:

 “Recebereis a força do Espírito Santo…” Manifesta assim, a finalidade direta da Efusão do Espírito Santo que os apóstolos irão receber.

Serão revestidos de uma força vinda do alto, receberão o Espírito Santo que é uma força divina, uma força de Deus. Será, pois, uma investidura de poder.

Em virtude dessa FORÇA DIVINA, os discípulos poderão, à semelhança de Jesus, plenos do Espírito Santo e no poder desse mesmo Espírito, proclamar a boa nova do Reino de Deus. (Ler Lc 4,1. 14.18.43; At 10,38).

Essa mesma força do Alto transformará os missionários em testemunhas de Jesus ressuscitado e o seu campo de ação será o mundo “até os confins da terra…”

Obedecendo à ordem de Jesus, os apóstolos permaneceram em Jerusalém…

“Todos perseveravam unânimes na oração com algumas mulheres e Maria, a Mãe de Jesus” (At 1,14). Ao chegar o dia de Pentecostes, estavam todos reunido no mesmo lugar, o pequeno núcleo de apóstolos com Maria, reunidos, juntos, união comunitário de concórdia, amizade e caridade.

“De repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam reunidos. Apareceram-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiam e repousaram sobre cada um deles” (At.2,3). Jesus subiu ao céu e de lá vem o Espírito Santo, força de Deus, que Ele havia prometido.

O vento impetuoso encheu toda casa indicando plenitude. As línguas como que de fogo, simbolizavam o Espírito Santo divino, purificador e santificador, que encheria a todos e os faria dar testemunho sobre Jesus, um testemunho como que de fogo. O fogo, na Bíblia, acusa a presença de Deus.

 “E pousou sobre cada um deles e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito os fazia proclamar”. (Atos 2,3-4).

 Movidos pelo Espírito Santo, os apóstolos começaram a falar em outras línguas e proclamavam “As grandezas de Deus” nos idiomas próprios dos ouvintes. É a intervenção de Deus, é a ação salvífica de Deus que ressuscitou Jesus Cristo, seu filho, ao qual glorificou e lhe comunicou a plenitude do Espírito Santo. E Jesus derramou esse mesmo Espírito sobre os apóstolos, transformados pela EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO, começaram a proclamar o testemunho de Jesus de uma forma nova e de maneira diferente, com FORÇA E COM FOGO que o Espírito Santo lhes transmitia.

A proclamação das grandezas de Deus era feita com um entusiasmo particular. Pedro, após a efusão do Espírito Santo, com uma pregação de três minutos, três mil pessoas foram convertidas, tal era a unção e poder em suas palavras. (Ler Atos 2,14-41).

O Espírito Santo está sempre presente na COMUNIDADE CRISTÃ, comunicando-lhe sua “força” e seu “poder” para que seus membros continuem a missão de ser “testemunhas” de Jesus, cheios de alegria… O orar em línguas é um dos sinais de Efusão do Espírito Santo, mas não é o único e nem o necessário, nem todos receberão este sinal com a efusão.

 Pelos sacramentos, recebemos o Espírito Santo, mas continuamos medrosos, com pouca ação, tristes, angustiados, fracos, como os apóstolos antes da Efusão do Espírito Santo. A promessa do Pai é para todos os que crerem em seu filho Jesus, é, portanto, para todos nós. Todos que desejarem, que buscarem, que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão esta plenitude. “Vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem” (Lc. 11,13).

Arrependei-vos e credes no Evangelho.

 “Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?” (Atos 19,2). Tomaram conhecimento da Efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, conforme nos relata as escrituras? Precisamos das doações carismáticas do Espírito Santo, para que sejamos testemunhas das grandezas de Deus no mundo de hoje.

O Espírito Santo, a grande promessa do Pai, a alma de toda missão salvífica de Jesus, continuará, impulsionando os missionários de todos os tempos para que continuem levando o testemunho de Jesus até os confins da terra, pois, a BOA NOVA DO EVANGELHO não pode ser detida.

 ORAÇÃO: Os apóstolos faziam orações pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo. Visto que não haviam descido sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impunham as mãos e recebiam o Espírito Santo (At 8, 14,17). Ler, meditar o livro dos Atos dos Apóstolos, os textos citados e outros. Orar de preferência em grupo. Precisamos da comunidade para receber com maior plenitude a Efusão do Espírito Santo: “Senhor Deus, criador do céu e da terra, que prometestes o Espírito Santo a todos que lho pedirem em nome de Jesus, concede a teus servos a Efusão do Espírito Santo para que possamos pregar a tua palavra com toda “força e poder”, para que continuemos a missão de sermos testemunhas de Jesus.”

 Frutos que confirmam a Efusão do Espírito Santo em nossas vidas:

Com nossa abertura ao Espírito Santo e à sua ação soberana, virão frutos de santidade e carismas para edificar a Igreja. A vida nova do Espírito Santo gera frutos que se percebem aqui e ali…

- Conversão interior radical e transformação profunda de vida;

- Luz poderosa para compreender melhor os mistérios de Deus e seu plano de Salvação;

- Novo compromisso pessoal com Jesus Cristo;

- Abertura sem restrição à ação do Espírito Santo;

- Exercício ativo das virtudes teologais: fé, amor, esperança;

- Entrega generosa ao serviço dos demais, dentro da Igreja;

- Gosto pela oração e amor à Sagrada Escritura;

- Busca ardente dos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia;

- Revalorização da missão da Virgem Maria no plano da redenção;

- Amor à Igreja e suas instituições;

- Força divina para dar testemunho de Jesus em toda parte;

- Anseio de um ilimitado campo de apostolado…

    A Efusão do Espírito Santo é, portanto uma investidura de poder, não é um sacramento. O homem torna-se cristão mediante um processo que compreende:

- Conversão e a fé em Jesus Cristo;

- Recepção dos sacramentos de iniciação; batismo, confirmação, eucaristia. Todo aquele que recebeu os sacramentos da iniciação cristã torna-se Filho de Deus, foi incorporado a Cristo morto e ressuscitado, recebem o dom do Espírito Santo e pode participar da Eucaristia, banquete da Nova Aliança.

A oração para “Efusão do Espírito Santo”, geralmente feita mediante a imposição de mãos, num gesto sensível de amor fraterno, consiste na oração, cheia de fé e esperança, que uma comunidade eleva a Jesus glorificado para que derrame seu Espírito, de maneira nova e em maior abundância, fazendo surgir na criatura um relacionamento novo com o Espírito Santo, para realizações das “Missões Divinas”.