setembro 2010
D S T Q Q S S
« ago    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Acalma meu passo, Senhor!

Desacelera as batidas do meu coração,
acalmando minha mente.
Diminua meu ritmo apressado
com uma visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia a dia,
dê-me a tranqüilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos
com a música tranqüilizante dos rios de águas constantes
que vivem em minhas lembranças.
Ajuda-me a conhecer
o poder mágico e reparador do sono.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor,
papear com um amigo,
 afagar uma criança,
 ler um poema,
ouvir uma música preferida.
Acalma meu passo, Senhor,
para que eu possa perceber
no meio do incessante labor cotidiano
 dos ruídos, lutas, alegrias,
 cansaços ou desalentos,
 a Tua presença constante no meu coração.
 Acalma meu passo, Senhor,
para que eu possa entoar
 o cântico da esperança,
 sorrir para o meu próximo
 e calar-me para escutar a Tua voz.
Acalma meu passo, Senhor,
e inspira-me a enterrar minhas raízes
no solo dos valores duradouros da vida,
para que eu possa crescer
até as estrelas do meu destino maior.
Obrigado Senhor, pelo dia de hoje,
pela família que me deste,
meu trabalho e sobretudo
pela Tua presença em minha vida.
 Obrigado, Pai!
És meu refúgio permanente,
único caminho que me permite encontrar a paz!

— O Senhor está perto de quem o invoca! – 4/9/2010

 
Primeira Leitura (1Cor 4,6b-15)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

6bIrmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo, por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? Que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo o que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido?
8Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10Nós somos os tolos por causa de Cristo, vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo.
11Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente.
14Escrevo-vos tudo isto, não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.
Responsório (Sl 144)

— O Senhor está perto de quem o invoca!

— O Senhor está perto de quem o invoca!

— É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

— O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, ele escuta os seus clamores e os salva. O Senhor guarda todo aquele que o ama, mas dispersa e extermina os que são ímpios.

— Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.
Aclamação (Jo 14,6)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Sou o Caminho, a Verdade e a Vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Evangelho (Lc 6,1-5)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.
1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”
3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

— A salvação de quem é justo vem de Deus. – 3/9/2010

 

Primeira Leitura (1Cor 4,1-5)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 1que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.
Responsório (Sl 36)

— A salvação de quem é justo vem de Deus.

— A salvação de quem é justo vem de Deus.

— Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.

— Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.

— Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos.

— A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.
Aclamação (Jo 8,12)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.
Evangelho (Lc 5,33-39)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”.
36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

O DOM DE CURAR

“A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum…

a outro a graça de curar as doenças no mesmo Espírito,

a outro o dom de milagres.” (ICor 12, 9). 

“É necessário que eu anuncie a BOA NOVA do reino de Deus também às outras cidades: pois essa é a minha missão”. (Lc 4,43). Jesus com esta palavra está afirmando que a missão dele é evangelizar, de levar a Boa Nova aos povos. Na Carta aos Tessalonicenses, São Paulo afirma que os primeiros cristãos foram imitadores do Senhor porque haviam acolhido a palavra de Deus. Eles aprenderam da palavra, e por aquele aprendizado, a palavra foi pregada com poder e convicção, com fé, no poder do Espírito Santo. Eles se tornaram imitadores de Jesus e foi exemplo para outras comunidades vizinhas. Se nós desejarmos essa caminhada de renovação espiritual, para sermos imitadores de Jesus em todos os sentidos, precisamos acolher, pregar com convicção e fé…

E nós não fazemos muitas coisas porque limitamos, impedimos que o Espírito Santo possa agir através de nós. Dentre os dons que São Paulo fala em I Cor 12,1ss, está o dom de curar. E o Espírito Santo dá os seus dons a quem Ele quer. E temos observado que todas as pessoas, ou a maioria, que receberam a efusão do Espírito Santo, das que são batizadas no Espírito Santo, têm em potencial o dom de curar. Se não exercem, se não oram com os doentes é porque têm medo. E o medo extingue o Espírito Santo em nós.

Todos nós estamos cheios do Espírito Santo. Se cultivarmos isto, podemos sem medo algum, orar pelos nossos filhos, pelos nossos doentes. Comecemos com oração mais simples, orar pelas doenças mais simples. Embora Jesus tenha afirmado que a missão dele é a de levar a Boa Notícia aos pobres, Ele afirma que o ministério de cura, de milagres, de libertação, faz parte da sua missão como Messias, como enviado do Pai.

“Ide anunciar a João Batista o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho”. (Lc 7,22). E vocês tirem a conclusão se Eu sou o Messias pelas coisas que Eu faço… Jesus curava e libertava a todos. Jesus primeiro anunciava o Evangelho, a Boa Notícia e dizia: “O Reino de Deus está próximo… convertei-vos…”

Dentro de um ministério, aqueles que receberam o dom de cura, que receberam do Espírito Santo a graça de orar com os doentes e eles ficarem curados, a primeira coisa que têm de fazer é perguntar à pessoa que vai receber oração: “Você conhece Jesus? Quem é Jesus Para você? O mais importante para as pessoas é conhecerem Jesus, porque só Jesus salva da morte eterna. Jesus vai comunicar à pessoa a própria vida, vai dar a ela a vida eterna. E qual é a Boa Nova? Jesus está vivo. Ele está no meio de nós. Esta sim é a Boa Nova. E nós não podemos em hipótese alguma descuidar desta evangelização. E se nós assim o fizermos, estaremos exercendo um ministério imitando a Jesus.

Situações Delicadas com Relação ao Dom de Curar: Quando nós vamos orar com as pessoas, é preciso notar se as pessoas, a família, todos que cercam o doente têm fé suficiente. No Evangelho de São Marcos consta que trouxeram um cego a Jesus para ser curado: “Trouxeram-lhe um cego e suplicaram-lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia… impondo-lhe as mãos perguntou-lhe: “Vês alguma coisa?” Vejo os homens como árvores que andam”. Jesus impôs as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado. e Jesus mandou-o para casa…” (Mc 8,22ss). Suplicaram a Jesus a cura do cego. O que Jesus fez? Tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia… tirou-o do meio das pessoas. Ele não orou com o cego perto daquelas pessoas. Ele levou para fora e lá, nós vamos notar que foram precisas duas orações de Jesus para curar o cego. Primeiro Jesus fez uma cura interior no seu coração. O cego também não tinha fé. Alguma coisa interior impedia que recebesse de imediato essa cura. E depois voltou a impor as mãos nos olhos e ele viu perfeitamente e ficou curado.

Terminado este milagre, Jesus disse para ele: “Vai para a casa e não voltes mais na aldeia”. Por que Jesus teve este cuidado? Porque ele sabia que aquele ambiente aonde ele iria era um ambiente sem fé e a enfermidade podia voltar e ele ficar cego novamente. Aqueles homens não iriam acreditar que Jesus tinha realizado aquele milagre. Jesus deixou de fazer milagre em sua terra por causa da desconfiança deles: “Jesus não pôde fazer… na sua pátria… milagre algum… admirava-se Ele da desconfiança deles…” (Mc 6,1ss).

Não só a falta de fé, mas o rancor, o ódio, a falta de perdão, o ressentimento, impedem a cura. Muitas vezes nós oramos para Jesus curar uma doença e a pessoa é curada de outra enfermidade. Porque Jesus faz do jeito que Ele quer. Quem cura é Jesus. Ele é quem tem o poder de curar. Em qualquer lugar e em qualquer situação. Jesus está aí para poder curar. A oração deve ser objetiva, uma oração de fé. “ Jesus cura esta criança, ela está doente, só o Senhor pode fazer isto, mais ninguém, muito obrigado Jesus…” Não precisa de palavras filosóficas, palavras bonitas, não é palavreado que Jesus quer, Jesus quer sinceridade de coração… e o desejo que a criatura seja curada, seja lá quem for. Jesus cura! Ele está em todos os lugares. O que precisa é que acreditemos que Ele está vivo.

“Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirdes sobre a Terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou EU no meio deles”. (Mt 18,19-20).

Existem outros métodos para orar que o Pe. Francis McNutt ensina no livro “O poder de curar”. São orações de saturação para as doenças graves, como câncer.

Como é feita a oração de saturação: Um grupo de pessoas está orando com a doente desesperançada, este grupo ora durante 15 a 20 min. por semana, louvando, orando, agradecendo a Deus, escutando, lendo a palavra e uma pessoa do grupo fica orando com o doente, impondo as mãos, orando em línguas, pedindo a Jesus para curar. Quando esta pessoa cansar troca com outra, e assim vai saturando até Jesus realizar a cura. Assim acontecem verdadeiros milagres.

Como podemos obter o DOM DE CURAR? – Pedindo! Nós podemos pedir se desejarmos. São Paulo nos Fala: “Assim, uma vez que ASPIRAIS aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja”. (ICor 14,12). Se você deseja servir, não para sua vaidade, mas para amar a comunidade em primeiro lugar, o primeiro dom do Espírito é o Amor. São Paulo chega a dizer: “O que adianta você dar seu corpo para ser queimado, se não tiver amor de nada vale… não adianta você ter fé para remover montanhas, mas se você não tiver amor, de nada adianta…” A primeira condição para você ter um dom do Espírito Santo, é o amor, o amor serviço. São para servir a comunidade os dons espirituais, não para o seu próprio benefício. Nenhum dom te trará benefício pessoal. É preciso amar antes de orar pelas pessoas. Você recebe um dom, você não vai ter mais tempo para você, o tempo será do Senhor. É preciso, no exercício dos dons ter discernimento. Se você deve ou não orar para determinada pessoa. Você deve orar com aqueles que o Senhor mandar para você. Aqueles que ele quer curar ou quer orar com aqueles que o Senhor mandar para você. Aqueles que ele quer curar ou quer salvar. Muitas vezes não cura a enfermidade, mas salva aquela alma. A palavra, o anúncio da Boa Nova, que você deu à pessoa que te procurou vai salvá-la. O importante não é a cura da enfermidade. O importante é a salvação daquela alma.

Precisamos do dom de discernimento dos espíritos, do dom de sabedoria, para poder discernir qual é a vontade de Deus. Que todos nós, filhos com pais, pais com filhos oremos uns pelos outros.

Quando as mães me procuram para orar com seus filhos, eu pergunto se elas já oraram com eles.

Sempre questiono: Você já impôs as mãos pedindo para Jesus curá-lo? Se não, por quê? Você é mãe, você ama seu filho mais que todos. Você tem o remédio principal para curar seu filho que é o amor. E você não é capaz de impor as mãos e pedir a Jesus para curá-lo? E acreditar que Jesus é capaz de fazer isto por seu intermédio. Ele vai usar você como canal de sua graça!

UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO: Nós, para exercermos os dons, precisamos da unção do Espírito Santo. E o que é a unção? É a presença do Espírito Santo, nos garantindo a realização daquela oração pelo poder dele. Se for o dom de profecia, profetize com unção, se é de palavra de ciência – palavra de ciência. O Espírito Santo se manifesta em determinadas situações para que os dons se realizem através de nós e realize aquilo que ele quer. O único dom que não precisa desta unção temporária do Espírito Santo é o dom de orar em línguas. É o único. Os demais dons só serão exercidos, quando o Senhor quer. Por isso que precisamos dos dons de sabedoria e discernimento para saber se o Senhor quer que oremos naquela hora com aquela pessoa… Antes do exercício do dom é necessário pedir a unção do Espírito Santo. Como eu sei que o Espírito Santo está me Ungindo? Vocês já experimentaram esta unção, vocês já sentiram esta unção, vocês já sentiram esta presença do Espírito Santo em vocês, só que vocês não sabiam o que era. Vocês nos grupos de oração, quando o grupo está louvando a Deus e num momento de silêncio, vêm um bater forte em seu coração, vem uma profecia e um desejo de falar, mas você não tem coragem. Este bater forte de seu coração, um calor, um esquentamento nas mãos ou dormência no braço…

São sintomas, sinais da Unção do Espírito Santo. Quando estamos caminhando na fé, quando não estamos firmes ainda na fé, esta unção, estes sinais são necessários. Quando a pessoa cresce na fé, tem mais discernimento, tem sabedoria, ela não precisa mais destes sinais para crer, Ela vai ter sabedoria para saber a hora que deve falar, orar ou agir, porque o próprio Espírito Santo testifica isto no coração dela… Sem a presença do Espírito Santo não louvamos, não exercemos os seus dons. Muitas vezes você não fala é por medo. E o medo extingue o Espírito Santo…

CONDIÇÕES PARA EXERCER O DOM DE CURAR: A primeira condição é amar, a segunda é pedir a unção do Espírito Santo, a terceira é orar com fé. Orar com as pessoas e pedir Jesus dizendo: Senhor Jesus cura meu irmão, minha irmã, por favor, Jesus, muito obrigado…

CONDIÇÕES PARA PEDIR O DOM DE CURAR: Pedir ao Espírito Santo, com fé e convicção, com simplicidade, com um coração de criança e acolher o dom com alegria e amor. Aguardar o dom, orando em línguas, louvando e glorificando a Deus. Ele sabe o que nós precisamos e antes de abrirmos a boca nos atenderá. Fazer tudo em clima de oração, de entrega, de abertura e se cremos, veremos a glória de Deus. Pedir ainda ao E. S., a Graça de perdoar e amar as pessoas, a graça de servir às pessoas, à comunidade, à Santa Igreja, com Seus dons e frutos recebidos.

ORAÇÃO: Deus Pai, em nome de Jesus Cristo, no poder do Teu Espírito Santo, nós Te pedimos: Dá-nos o dom de cura, dá-nos o dom de milagres, dá-nos dons em profusão, dá-nos Senhor, amor em abundância para amar e servir às pessoas, à comunidade, à Santa Igreja… Muito Obrigado Jesus. Amém Aleluia!!!

UNÇÃO: Pedir a unção para os dons recebidos, fazer uma entrega total a Deus, uma entrega pessoal e comunitária. Aguardar a unção, orando em línguas, louvando, agradecendo, glorificando a Deus… E durante a oração poderá ocorrer alguns sinais de confirmação da unção dos dons, como uma grande paz interior, uma grande alegria, um pulsar forte do coração, um tremor nos lábios, um calor pelo corpo…

  EXERCITAR OS DONS: Após o ensino nos grupos, ou nos encontros, devem-se exercitar os dons entre os participantes. Iniciar com as pessoas que sentirem os sinais de unção levando-as a orar com os demais. E, o Senhor Jesus, em sua misericórdia infinita, confirmará, com certeza, a oração de todos. Em Marcos 16,17 Jesus disse aos seus discípulos: “Imporão as mãos aos enfermos, e eles ficarão curados. Estes milagres acompanharão aos que crerem…”

Santos do mês de setembro

*1*
Santa Beatriz da Silva e Menezes, Virgem
(+ Toledo, 1490)

Pertencia à mais alta nobreza de Portugal, sendo aparentada com a própria Família Real. Ainda jovem, acompanhou como dama de honra sua prima D. Isabel, Infanta portuguesa que partiu para Castela a fim de se casar com o rei daquela nação. Na Corte castelhana, a beleza deslumbrante de Beatriz logo atraiu para ela todas as atenções, e a nova rainha, enciumada, concebeu o propósito de matá-la. Para isso prendeu-a numa arca sem ventilação. Dias depois, abriu a arca esperando encontrar um cadáver, mas achou Santa Beatriz viva e em perfeita saúde. A Santíssima Virgem lhe aparecera durante a prisão e lhe fizera companhia, preservando miraculosamente sua vida e incumbindo-a de fundar uma Ordem religiosa destinada a cultuar a Imaculada Conceição. Beatriz retirou-se para um convento dominicano, em Toledo, e ali viveu mais de 30 anos, não como religiosa, mas como pensionista, à espera da hora em que pudesse realizar a fundação. Já idosa, recebeu certo dia a visita da rainha Isabel, a Católica, filha daquela que tentara matá-la. Auxiliada por Isabel, fundou a Ordem das Concepcionistas. Desde que se afastou da Corte, Beatriz havia adotado o costume de conservar sempre o rosto velado, para evitar que sua beleza fosse ocasião de pecado. No leito de morte, quando lhe foi ministrada a santa Unção, descobriram-lhe o rosto e, para grande surpresa, constatou-se que ela, embora tivesse mais de 60 anos de idade, tinha conservado a mesma fisionomia de jovem. Deus quis, por esse milagre, mostrar como Lhe era agradável a ilibada pureza de Santa Beatriz.

 

  *2*
São Guilherme, Bispo e Confessor
(+ Dinamarca, 1070)

Sensibilizado pela situação de abandono em que viviam os pagãos dinamarqueses, dedicou-se a evangelizá-los. Foi bispo de Roskilde.
 
 *3*
São Gregório Magno, Papa, Confessor e Doutor da Igreja
 
 (+ Roma, 604) É considerado o último dos Papas do antigo Império Romano e o primeiro dos Papas medievais. Teve que enfrentar a peste e a fome em Roma, bem como a devastação produzida pelos invasores Lombardos, que chegaram a assediar a cidade e só foram contidos graças à diplomacia do Pontífice. Apesar dessas dificuldades, seu Pontificado é tido a justo título como um dos mais fecundos e grandiosos da História da Igreja. Entre muitas outras realizações, São Gregório reformou o Clero e deu impulso considerável à vida monástica em todo o Ocidente, incentivando a adoção da Regra de São Bento; empenhou-se pela conversão da Inglaterra, para lá enviando Santo Agostinho de Cantuária; combateu eficazmente as muitas heresias que grassavam na Europa, na África e no Oriente; combateu com firmeza a prepotência do patriarca de Constantinopla, o qual, apoiado pelo imperador bizantino, contestava o Primado de Roma; conseguiu, com esforço diplomático e apostólico, aproximar da verdadeira Fé reinos bárbaros pagãos, ou dominados pela heresia ariana. Reformou, ademais, a Liturgia Romana, e fundou uma escola de canto sacro que influenciou toda a Europa, nela propagando o que ficou sendo conhecido como Canto Gregoriano. Zelou ainda pelos bens da Igreja, até então dispersos e mal administrados; é a ele que se deve a primeira organização sistemática do Patrimônio de São Pedro. Sem embargo de tão intensa e variada atividade e de sua má saúde, nos 14 anos de seu pontificado, não abandonou os estudos teológicos e místicos, e escreveu diversas obras de espiritualidade que tiveram e ainda têm grande influência.

 

*4*
Santa Rosália, Virgem
(+ Palermo, séc. XII)

Segundo antiga tradição, nasceu de uma família nobre do sul da Itália e descendia remotamente do grande imperador Carlos Magno. Tinha 14 anos e era belíssima quando Nossa Senhora lhe apareceu e recomendou que deixasse o mundo, pois sua alma nele correria perigo. Rosália, obedecendo à Virgem, fugiu ocultamente de casa, sem avisar os pais. Dois Anjos, com figuras humanas, a acompanharam até uma gruta onde ela se ocultou, levando vida de oração e penitência. Alguns meses depois, os mesmos Anjos a advertiram de que convinha afastar-se ainda mais, porque seus pais a estavam procurando pela região. Novamente escoltada pelos mensageiros celestes, Santa Rosália foi para o alto do Monte Pelegrino, onde passou 16 anos. Faleceu com 30 anos de idade e é venerada como padroeira da cidade de Palermo.

 

   *5*
São Bertino, Confessor
(+ França, 700)

Natural de Konstanz, na Alemanha, recebeu formação monástica no célebre Mosteiro de Luxeuil, que seguia a austera regra de São Columbano. Fundou, auxiliado por Santo Omer, São Momelino e outros companheiros, o Mosteiro de São Pedro, na Ilha de Sithiu, no Artois, e governou-o durante cerca de 60 anos, até que morreu com mais de 100 anos de idade. Esse mosteiro, que depois passou a se chamar de São Bertino, teve nada menos que 22 monges elevados pela Igreja às honras dos altares. Foi em torno dele que se constituiu a cidade de Saint-Omer.
 

 

 *6*
Santo Eleutério, Abade e Confessor
(+ Roma, séc. VI)

Abade do Mosteiro de São Marcos Evangelista, em Espoleto, com suas orações curou doentes e até ressuscitou um morto. São Gregório Magno, que o conheceu pessoalmente, se refere a ele como “santíssimo velho” e “homem de vida venerável”.

 

 *7*
São Clodoaldo, Confessor
(+ França, séc. VI)

Conhecido na França como Saint-Cloud, era filho do rei Clodomiro e neto do rei Clóvis e da rainha Santa Clotilde. Abandonou o mundo para servir somente a Deus, na solidão da vida contemplativa. Foi a princípio eremita nos arredores de Paris, onde viveu orientado por São Severino. Retirou-se depois para a Provença, onde passou alguns anos, e retornou mais tarde para perto de Paris, onde construiu uma igreja que daria origem à cidade de Saint-Cloud.
 

 

*8*
Natividade de Nossa Senhora

Precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem, a Igreja celebra a festividade do seu Nascimento. Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração: “Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).

 

  *9*
São Pedro Claver, Confessor
(+ Cartagena, 1654)

Natural da Catalunha, ingressou aos 22 anos na Companhia de Jesus e fez uma parte de seus estudos em Palma de Maiorca, onde recebeu a ótima influência de Santo Afonso Rodrigues. Partiu como missionário para a América espanhola, sendo ordenado sacerdote em Bogotá. Penalizado com a triste situação de abandono em que se encontravam os pretos trazidos da África como escravos, decidiu consagrar sua vida ao apostolado com eles, chegando mesmo a se obrigar por voto a ser “aethiopum semper servus” (sempre escravo dos negros). Cumpriu heroicamente esse voto, por mais de 40 anos.
 

 

*10*
São Nicolau de Tolentino, Confessor
(+ Itália, 1305)

Pertenceu à Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho e passou a maior parte da vida num convento, praticando austeridades difíceis de imaginar em nossos tempos, e recolhido em oração e na mais alta contemplação. Sua vida é repleta de milagres e de fenômenos místicos extraordinários. Era obedientíssimo. Conta-se que, por penitência, jamais comia carne, mas certa vez, estando doente, seu superior lhe deu ordem de comer um pouco de carne. O Santo obedeceu comendo um pedaço bem pequeno, e depois disse: “Já obedeci. Agora, por favor, não me aborreçam mais com essas gulodices”. Foi grande apóstolo pela pregação e pelo confessionário.

 

     *11*
São João-Gabriel Perboyre, Mártir
(+ China, 1840)

Nascido na França, de uma família modesta e piedosa, ingressou, juntamente com dois irmãos, na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo. Duas irmãs suas entraram para a mesma família espiritual vicentina, como Irmãs de Caridade. Algum tempo depois de ordenado sacerdote, foi mandado como missionário para a China. Pedia sempre a Deus a graça de morrer mártir. Depois de quatro anos de pregação, foi preso pelas autoridades pagãs. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser crucificado.
 

 

 *12*
São Guido, Confessor
(+ Brabante, Bélgica, 1012)

Nascido numa família de camponeses, distribuiu seus poucos bens aos pobres e se consagrou inteiramente ao serviço de Deus. Peregrinou durante sete anos, visitando os principais santuários da Europa, Roma e a Terra Santa. Depois retornou à sua região de origem e se santificou no humilde ofício de sacristão de uma igreja. Depois de morto, milagres e prodígios ocorreram em sua sepultura, e somente então foi glorificado aquele que, durante toda a vida, permanecera oculto e apagado.

 

 *13*
São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Ponto, Ásia Menor, 407)

Passou alguns anos como eremita solitário no deserto e depois foi sacerdote em Antioquia. Nomeado bispo e patriarca de Constantinopla, esforçou-se para moralizar o Clero, no qual havia desvios e escândalos, e chegou a depor bispos indignos. Denunciou também, corajosamente, abusos de autoridades civis. Despertou, por tudo isso, antipatias em pessoas poderosas, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Foi, em conseqüência, duas vezes desterrado e morreu no exílio. Era amigo íntimo e tinha sido colega de estudos de São Basílio Magno. Sua eloqüência extraordinária lhe valeu o título de Crisóstomo, que em grego significa “Boca de Ouro ” e a designação, pelo Papa São Pio X, como o patrono da eloqüência sagrada. É considerado um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental e deixou uma produção intelectual abundante e variada, composta de aproximadamente 600 sermões e discursos.
 
*14*
São Materno, Bispo
(+ Trèves, séc. IV)

Neste dia, além da Exaltação da Santa Cruz, se comemora a festa de São Materno, apóstolo das regiões do Mosela, do Mosa e do Reno inferior. Fundou a Diocese de Colônia e foi também Bispo de Trèves. Era amigo do imperador Constantino e participou ativamente dos Concílios de Roma e de Arles.

 

  *15*
 Nossa Senhora das Dores

Trata-se de uma devoção muito antiga, na qual Nossa Senhora é venerada enquanto tendo sido traspassada, no alto do Calvário, por uma espada de dor, à vista da Paixão e Morte de seu Divino Filho. Ela Se uniu perfeitissimamente ao sacrifício do Redentor, pelo que mereceu ser chamada por muitos santos e teólogos Corredentora do gênero humano.
 

 

 *16*
São Cornélio e São Cipriano, Mártires
(+ séc. III)

São Cornélio condenou os erros dos hereges novacianos, que promoveram um cisma na Igreja e procuraram depô-lo. Nessa emergência, foi apoiado e encorajado por São Ciprino, Bispo de Cartago (norte da África). São Cornélio foi martirizado durante a perseguição de Galiano, no ano 252, e São Cipriano, que tinha sido professor de retórica e era célebre como pregador, sofreu o martírio em 258. Ambos aparecem juntos no Cânon tradicional da Missa.

 

 *17*
 São Roberto Belarmino, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Roma, 1621)

Nascido na Toscana, passou alguns anos em Louvain, na Bélgica, inicialmente como aluno e depois como professor, e desempenhou cargos de importância na Companhia de Jesus, na qual ingressou aos 18 anos de idade. Brilhante intelectual, refutou perfeitamente os erros do protestantismo nas suas Controvérsias, redigiu um catecismo popular que teve muita divulgação durante séculos e destacou-se como exegeta com magníficos e eruditos comentários aos Salmos. Refutou ainda os erros de Jaime I, rei da Inglaterra. Foi diretor espiritual de São Luís Gonzaga, assistindo-o nos seus últimos momentos. Nomeado cardeal e bispo de Cápua, entregou-se com zelo ao cumprimento dos deveres episcopais, sendo modelo de prelado e pastor de almas. Foi conselheiro de vários Papas — aos quais, com coragem e evangélica franqueza, não hesitava em censurar respeitosamente, quando julgava necessário — e esteve ele próprio muito próximo de ser eleito Papa.
 
 *18*
São José de Cupertino, Confessor
(+ Itália, 1663)

Teve uma das vidas mais maravilhosas e surpreendentes que se encontram no calendário litúrgico. Filho de camponeses do sul da Itália, sabia-se tão pouco dotado intelectualmente que a si mesmo dava, com humildade, o nome de Frei Asno; mas pela santidade, e pelos dons sobrenaturais que recebia, compensou largamente a pouca inteligência. Diversas vezes tentou ingressar na vida religiosa sem o conseguir, por notória incapacidade. Só à custa de muita insistência foi admitido num convento franciscano. Quando se preparava para o sacerdócio, era ajudado sobrenaturalmente em todas as provas e exames. Certa vez, somente conseguira estudar e assimilar uma frase da Escritura: “Bem-aventuradas as entranhas que te trouxeram”. Por milagre, no exame lhe pediram que explicasse exatamente essa frase, e ele se saiu maravilhosamente. É por isso considerado o patrono dos estudantes em apuros. Ordenado sacerdote, vivia arrebatado em êxtases e era objeto de fenômenos místicos extraordinários. Era comum ser visto em levitação, erguido do solo a alturas elevadas. Praticava milagres espantosos, curando doentes de todos os gêneros. Embora pouco inteligente, era iluminado pelo Divino Espírito Santo e dava conselhos acertadíssimos, sendo procurado, por isso, por pessoas altamente colocadas, que desejavam consultá-lo. Até o Papa quis conhecê-lo, e aconteceu que, durante a audiência com o Pontífice, o humilde franciscano entrou num êxtase e deixou o Papa admirado. Em suma, aquele que quase não fora admitido no convento, atingiu um santidade tão consumada e maravilhosa que se transformou numa das glórias da Ordem franciscana.

 
 *19*
Santos Januário e Companheiros, Mártires
(+ Pozzuoli, Itália, 305)

São Januário (também conhecido como San Gennaro), bispo de Benevento, cidade situada a 70 km de Nápoles, foi martirizado durante a perseguição de Diocleciano, juntamente com seis clérigos de sua diocese: Santos Sósio, Próculo, Festo, Desidério, Eutíquio e Acúrcio. Lançados ao fogo, as chamas, milagrosamente, não os feriram. Expostos às feras, estas também os deixaram ilesos. Foram, por fim, decapitados. Uma ampola contendo o sangue de São Januário foi conservada com respeito e até hoje, 17 séculos depois, liqüefaz-se milagrosamente três vezes por ano, em datas certas dos meses de maio, setembro e dezembro. Diante dos olhos de toda a multidão reunida, o sangue deixa o estado sólido e passa ao líquido, crescendo consideravelmente de volume e tomando a coloração avermelhada do sangue recém-derramado. Há na Europa mais três casos de sangues de santos se liqüefazerem em determinados dias do ano, mas nenhum deles é tão espetacular e conhecido quanto o de São Januário.
 
 *20*
Santos Eustáquio e Companheiros, Mártires
(+ Roma, sécs. I-II)

Segundo antiga tradição, nos tempos do imperador Trajano, em data não muito determinada, sofreram o martírio Santo Eustáquio, que tinha sido um dos mais prestigiosos e heróicos generais do Império, sua esposa Santa Teopista, e os dois filhos do casal, Santos Agapeto e Teopisto. Foram todos colocados dentro de uma estátua de metal com forma de touro, aquecida em brasa. 

 
  *21*
São Mateus Evangelista, Apóstolo e Mártir
(+ séc. I)

Era cobrador de impostos e possuía grande fortuna quando Nosso Senhor o convidou a segui-Lo, dizendo simplesmente: “Segue-Me! “. Mateus obedeceu sem hesitação, e veio a se transformar no primeiro dos Evangelistas. Segundo antiga tradição, pregou na Palestina e depois na Etiópia. 
 

 

*22*
Santos Maurício e Companheiros, Mártires
 (+ séc. III)

São Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito. Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana se recusaram e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.  
 
 *23*
São Lino, Papa e Mártir
(+ Roma, séc. I)

Foi o segundo Papa, escolhido pelo próprio São Pedro para sucedê-lo. Sagrou quinze novos bispos, que mandou como missionários a várias regiões da Itália. Ordenou dezoito sacerdotes para exercerem seu ministério na Diocese de Roma, que dividiu em paróquias. Durante seu pontificado, que durou 12 anos, Jerusalém foi tomada e destruída. Sofreu o martírio por volta do ano 77, sendo sepultado ao lado de São Pedro.  
 
*24*
São Vicente Maria Strambi, Bispo e Confessor
(+ Roma, 1824)

Em 1768, jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito e biógrafo de seu fundador, São Paulo da Cruz. Dedicou-se com grande sucesso às pregações populares, até que foi feito bispo de Macerata e Tolentino. Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios e, em conseqüência, foi desterrado durante 7 anos. Já idoso, renunciou ao bispado e passou os últimos tempos de vida em Roma, como conselheiro e diretor espiritual do Papa Leão XII. Ofereceu sua vida a Deus para que esse Papa, gravemente enfermo, não morresse, e foi atendido: São Vicente Maria morreu e o Papa recuperou a saúde.  
 
 *25*
São Firmino, Bispo e Mártir
(+ Amiens, séc. IV)

São Firmino, primeiro bispo de Amiens, na França, foi martirizado nessa cidade, por amor a Jesus Cristo.  
 
 *26*
São Cosme e São Damião, Mártires
(+ Cilícia, Ásia Menor, sécs. III-IV)

Sofreram o martírio durante a perseguição de Diocleciano (284-305). Eram irmãos gêmeos e médicos, exercendo sua profissão gratuitamente, por caridade cristã, e nela obtendo curas espantosas. Durante a perseguição de Diocleciano (284-305) foram açoitados e em seguida decapitados, porque se recusaram a sacrificar aos ídolos. Tiveram seus nomes incluídos no Cânon da Missa e são invocados como protetores contra as doenças do corpo e da alma.  
  *27*
São Vicente de Paulo, Confessor
+ Paris, 1660

Foi o fundador da  Congregação da Missão e, juntamente com Santa Luísa de Marillac, das Irmãs da Caridade. Sua vida é tão movimentada e cheia de aventuras que faz lembrar uma obra de ficção. Nasceu de uma família muito pobre em Landes, França; quando menino guardou porcos, e só pôde completar seus estudos porque auxiliado por um advogado caridoso, cujos filhos ajudou a educar ao mesmo tempo em que ele próprio estudava. Ordenado sacerdote aos 19 anos, passou a dar aulas particulares para se manter. Durante uma viagem marítima, caiu prisioneiro de piratas maometanos e foi conduzido à África, como escravo. Foi comprado por um médico árabe que lhe ensinou os segredos da medicina, e em troca São Vicente o converteu à Fé católica. Conseguindo retornar à França, empenhou-se na prática da caridade cristã, tanto espiritual quanto corporal, chegando a ter grande penetração na Corte. Foi capelão e conselheiro da rainha Margarida de Valois e prestou assistência ao rei Luís XIII moribundo. Fez parte do Conselho da Regência, durante a menoridade de Luís XIV, e exerceu grande influência sobre a rainha Ana d’Áustria. Fortunas espantosas, provenientes de coletas entre a alta nobreza, passavam por suas mãos e eram por ele distribuídas aos necessitados de toda a França, sem em nada alterar sua pobreza e simplicidade. Aos próprios parentes, pobres e necessitados, nunca quis favorecer, confiando-os à Divina Providência. Recebeu um benefício eclesiástico muito rendoso, que lhe assegurava uma vida sem preocupações econômicas, mas renunciou a ele, por achar que não era conveniente para sua santificação. Aproveitou a enorme influência política que desfrutava para conseguir a nomeação de Bispos virtuosos, dispostos a promover na França uma salutar reforma religiosa e a combater os erros do jansenismo. Incentivou a idéia de uma expedição armada contra a Inglaterra protestante que proibia, sob pena de morte, a atuação dos católicos em seu reino. Morreu em 1660, cercado da consideração geral, e foi canonizado em 1737.
 
*28*
São Venceslau, Mártir
(+ Boêmia, 929)

Era menino de 13 anos quando herdou o Ducado da Boêmia, por morte de seu pai Vratislau. Na Corte, duas influências opostas se defrontavam: de um lado, a piedosa Ludmila, mãe de Vratislau, que era católica fervorosa e educou no catolicismo o neto Venceslau; de outro lado, a duquesa Draomira, viúva de Vratislau, regente na menoridade de Venceslau. Sendo pagã fanática e não conseguindo ter influência sobre o jovem duque, manifestava clara preferência pelo filho mais jovem, Boleslau, que também era pagão. Draomira mandou estrangular a sogra e passou a perseguir os católicos, mas não ousou tocar em São Venceslau. Este, impotente, tomou uma atitude prudentemente discreta até que, ao atingir os 18 anos, deu um golpe de força e destituiu a mãe, tomando posse do seu ducado e modificando radicalmente a situação. Favoreceu o catolicismo, chamou de volta os missionários, mandou edificar igrejas, submeteu-se como vassalo do Sacro Império. Muito piedoso, fazia questão de preparar pessoalmente, com trigo de suas plantações e uvas de suas videiras, as hóstias e o vinho destinados ao Sacrifício da Missa. Fez um breve mas memorável governo e morreu aos 23 anos, assassinado por Boleslau, que, em conluio com a mãe, o atraíra para uma cilada. 
 
  *29*
São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos

Neste dia, a Igreja celebra os três gloriosos Arcanjos citados nominalmente nas Sagradas Escrituras: – São Miguel, o Príncipe da Milícia Celeste, aquele que no prélio magno ocorrido no Céu, derrotou o revoltoso satanás e seus sequazes, precipitando-os no Inferno; – São Gabriel, o Embaixador de Deus, que levou à Santíssima Virgem o convite para ser Mãe do Messias; – e São Rafael, um dos sete Anjos que assistem ante o trono divino, que curou a vista do velho Tobias e foi guia e protetor do jovem de mesmo nome.  
 *30*
São Jerônimo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Palestina, 419)

Natural da Dalmácia, recebeu formação católica, mas só foi batizado aos 20 anos. Possuidor de uma cultura clássica das maiores do tempo, é considerado um dos mestres da língua latina. Aproveitou integralmente sua imensa cultura no serviço da Igreja, lutando contra as heresias e defendendo a Fé católica. Atraído pela vida isolada e recolhida, na oração e nas austeridades, nem por isso deixava de participar ativamente, desde os vários locais em que viveu como ermitão, das grandes controvérsias do mundo culto de então. Foi secretário do Papa São Dâmaso, e recebeu deste o encargo de traduzir para o latim os Livros Sagrados, de modo a haver uma única versão oficial das Escrituras, para que não fossem estas deturpadas pelos hereges dos séculos futuros. Essa foi a origem da Vulgata . Na fase final de sua vida, permaneceu em Belém, na Palestina, onde dirigiu um mosteiro de monges e deu assistência a um mosteiro feminino.

CRIANÇAS…

 

 

O autor e conferencista Leo Buscaglia certa ocasião falou de um concurso em que tinha sido convidado como jurado.

O objetivo era escolher a criança mais cuidadosa.

 
Eis alguns dos vencedores:

 
1. Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente. Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo. Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar.

 
2. Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família. Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos  demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada. Logo uma menina falou:
- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.
Logo outro aluno perguntou-lhe:
- O que significa “ser adotado”?
- Significa – disse a menina – que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!

 
3. Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.  Jamie estava disputando um papel na peça da escola. Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:
- Adivinha o quê, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!

 
4. Conta uma testemunha ocular de Nova York: Num frio dia de dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a vitrina e tremendo de frio. Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, olhando essa vitrina!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos – respondeu o garoto
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia dúzia de pares de meias para o menino.  Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O balconista rapidamente atendeu-a e ela levou o garoto para a parte de trás da loja e, tirando as luvas, se ajoelhou e lavou seus pés pequenos e secou-os com a toalha. Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Calçando-as nos pés do garoto, ela também lhe comprou um par de sapatos.  Ela amarrou os outros pares de meias e entregou-lhe.  Deu um tapinha carinhoso em sua cabeça e disse:
- Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.
Como ela logo se virou para ir, o garoto segurou-lhe a mão, olhou seu rosto diretamente, com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?
 

A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame de verdade, ria descontroladamente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. E lembre-se que não há prazer sem riscos. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar!!! Aprecie…

VITÓRIA SOBRE O PECADO

 

Nilton Mendes

 

Desde os tempos de Adão e Eva, nossos ancestrais – que foram seduzidos pelo maligno, deixando com essa sedução que o pecado passasse a fazer parte da origem da humanidade (pecado original) – o homem vive em constantes lutas contra o pecado e todas as suas conseqüências. (Catecismo da Igreja Católica, 390-404).

Nos dias atuais não é muito difícil encontrar alguém que afirme com veemência que o pecado não existe, que tudo não passa de uma invenção das religiões e que tem por objetivo impor medo sobre os fiéis “desavisados”. Mas o fato é que o pecado existe, é real e suas conseqüências estão aí para quem quiser ver: pessoas deprimidas, tristes, frustradas, desanimadas e vazias. Tudo isso são nada mais nada menos do que os frutos do pecado que, assim como fez com Adão e Eva, nos faz sentir tão indignos da presença de Deus, tornando-nos cada vez mais vazios e esvaziadores.

  Um maldoso jogo do inimigo de Deus é nos fazer acreditar, cada vez mais, que o pecado não existe, que não precisamos nos atentar nem sequer nos preocupar com ele. É o que chamamos modernamente de “pecado da normalidade”, por nos fazer crer que tudo é normal. Dentro desta falsa normalidade nada mais assusta, nada mais causa indignação, sequer incomoda.

  Viver na mentira tem parecido ser normal. Mas a vida mentirosa não está só, infelizmente. Um rol de “normalidades” habita o mundo cristão. As “normalidades” ensinam e aprendem como se fossem professores e alunos de nossas escolas, governam como autoridades políticas, influenciam como expoentes das artes, negociam como comerciantes, trabalham como profissionais liberais, e, pior, vivem como se fossem membros de nossas famílias. Este rol é bastante conhecido. Eis alguns dos seus representantes: ter vários namoros simultâneos, “ficar”, “ficar” e “ficar”, infidelidade conjugal, divórcio, prostituição, experimentar drogas (cigarros, álcool, para começar), homossexualismo, roubos, fraudes, assassinatos, desrespeito a direitos civis, trabalhistas, sociais e econômicos. Empregadores burlam as leis trabalhistas e sociais. Empregados burlam o dever de prestar o serviço com fidelidade. Mas tudo isso pode ser resumido numa palavra: desonestidade. Muitas outras coisas, que não é o caso enumerar agora, deveria causar repulsa, mas infelizmente não tem causado. Tudo isso, como já falamos, tem sido considerado normal. Pela quantidade é comum, mas normal não é.

Não podemos entrar nesse jogo de enganação e mentira que nos faz ter uma convivência muito natural com o pecado, acabando por nos fazer seus escravos, pois Jesus nos alerta no Evangelho de São João: “Todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo” (Jo 8,34).

Os servidores da “normalidade” tentam nos convencer que elas são verdades que nos farão aproveitar a vida. Isto também não é verdade. Precisamos pedir a Jesus que abra os nossos olhos para a verdade, pois Ele é a verdade, a única verdade que nos dá a vitória sobre o pecado: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Não existe verdade sem Jesus: “Eu sou o caminho a verdade e a vida” (Jo 14,6). Se quisermos ter vida de verdade devemos abrir nosso coração para aquele que é fonte de toda vida, sendo também ele o único que tem o poder de nos dar vida nova capaz de vencer as forças enganadoras e escravizantes do pecado.

  São Paulo nos afirma nas cartas aos Coríntios: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém, tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma (I Cor 6,12). Se quisermos ser livres, em verdade devemos ter bem claro que temos de Deus o nosso livre arbítrio e que liberdade não é “fazer o que se quer” e sim “querer o que se faz” e para isso precisamos dar alguns passos de fé, tais como:

1º passo – Conhecer a Verdade. Jesus é a verdade que ele nos propõe na Sagrada Escritura. A santa Palavra é a verdade de Jesus, por isso ele a propõe aos filhos de Deus. Com ela os homens conseguem ver o mundo com o olhar de Deus. Com ela o pecador consegue reformar sua forma de pensar, pois conseguirá trocar a mentalidade do mundo pelo pensamento de Deus. Enfim, é conhecendo a verdade de Jesus que o pecador conseguirá discernir entre o pecado e a virtude, por isso terá condições de optar entre o bem e o mal. Assim, optando pelo bem, vencerá o pecado.

2º passo – reconhecer que somos pecadores (1Jo 1,8-10; 1Jo, 2,1-2; Jo 16,8-9). Ninguém vencerá a doença sem descobrir-se enfermo; não se vencerá o pecado negando-o. O pecado e sua tendência incrustada no ser humano são enfermidades da alma. Para vencê-los é necessário desmascará-los e apresentá-los ao divino médico, Jesus Cristo.

3º passo – Arrepender-se e pedir perdão (Tg 5,16). “Tu não desejas tanto o perdão de Deus quanto Ele deseja perdoar-te” (São João Crisóstomo, Bispo e doutor da Igreja). Boas confissões são necessárias e sempre fazem bem.

4º passo – Fazer um propósito de vida nova. “Quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3, 3). Deus respeita a liberdade dos seus filhos, por isso, para obtermos a sua ajuda contra o pecado, precisamos decidir por ela inequivocamente. Uma das melhores formas de decisão pela ajuda de Deus é comprometer-se fazendo um propósito de viver uma vida nova, uma vida conduzida pelo Evangelho.

Oração: Senhor Jesus, sei que me conheces como sou e que não olhas para os meus pecados. Quero hoje abrir o meu coração a Ti, sei que tenho errado muito, tenho andado por caminhos tortuosos e escuros, mas de coração contrito quero te pedir perdão por todos os meus pecados, sejam eles por fraqueza ou ignorância. Apresento-te agora o meu desejo de nascer de novo, ser uma pessoa renovada pelo teu amor e por tua misericórdia. Peço-te, Senhor, a tua ajuda amando-me, curando-me, libertando-me e restaurando-me a cada dia mais e mais.

Muito obrigado, porque sei que não estou sozinho nesta batalha e que jamais me abandonarás!

Glória e louvores a ti, Senhor!!!

 

Como Jesus formou Pedro, você também quer ser formado por Ele? (palestra)

 

 

O perfil do discípulo, necessariamente, tem que aproximar, ao máximo, do Mestre. Querem-se nos avaliar como discípulos, devemos nos perguntar: o meu modo de agir, de falar, de andar, de trabalhar, de estudar me delata como um seguidor de Cristo? As pessoas percebem que sou cristão sem que eu fale alguma coisa?

              Um dia Pedro estava decepcionado com o Mestre e não queria parecer, ou se revelar como um discípulo de Jesus e escondeu-se pôr detrás do fogo que crepitava na fogueira. Era noite e a sombra da noite o cobria e ele ali estava tranqüilo, não queria ser reconhecido como seguidor do Messias; pelo menos não daquele Messias, não era bem esse que ele esperava. Era verdade que aprendera a amar aquele Galileu, e pôr algum tempo até achou que verdadeiramente Jesus fosse o Messias. E olha! Até estava disposto a lutar com a espada pôr Ele, mas tudo foi um sonho e agora estava disposto a esquecer, não queria nem lembrar que um dia seguiu Aquele homem. Com certeza, ninguém o reconheceria naquela noite, e a penumbra da fogueira era um bom local para esconder.

Pedro estava totalmente errado:

              “Pouco depois os que ali estavam, aproximaram-se de Pedro e disseram: sim, tu és daqueles: teu modo de falar te dá a conhecer” Mt 26,73

               Verdadeiramente Pedro era um discípulo e isto estava delatado no seu jeito de ser, de agir, de falar. “Tu falas como Ele, Pedro! Não precisa te esconder, teu modo de ser te denuncia.

               Este é o verdadeiro discípulo. Aquele que nos faz recordar o Mestre. Portanto, o perfil do discípulo é o perfil do Mestre.

               Vamos, com generosidade, tentar delinear esse perfil.

               Primeiramente precisamos expandir nossos horizontes quanto às características do discípulo, ou do seguidor. Normalmente olhamos se a pessoa tem vida moral e social ajustada. Se paga as contas em dia, se leva os filhos para passear, se é bom marido, leva a família para jantar fora, se é bom vizinho e ótimo profissional, e pronto. É um discípulo! Não é tão simples; tudo isso é fazer o ordinário e obrigação do cristão. Ser discípulo é fazer o extraordinário, ou seja, “Se amares os que vos amam, que recompensa tereis?…”                                                                 

 

“Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? (Mt 5,46-47)”.

                “Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa merecereis? (Lc 6,33)”.

” O discípulo não é superior ao Mestre, mas todo discípulo perfeito será como o Mestre”.

               Aqui temos uma grande diferença entre ser discípulo de Jesus e ser discípulo perfeito. Muitas vezes na palavra vemos falar de discípulos que abandonavam o Mestre, pois, eram apenas discípulos, mas não queriam “ser perfeitos como o Mestre”. O ser discípulo perfeito, não é para todos, mas para os escolhidos.

Ser discípulo perfeito exige o extraordinário e não apenas o ordinário. É nesse pequeno detalhe que se conhece o discípulo de verdade.

E você é discípulo de verdade, ou apenas discípulo?

Seguir Jesus extrapola os hábitos, os costumes. Exige sair da rotina, do quadrado do dia a dia.

Seguir a Jesus é ir além do deserto como Moisés.

 

               Seguir a Jesus é ser chamado de louco, alienado e outros adjetivos.

É desinstalar-se de ser o acomodado, é questionar a fé passiva.

Seguir a Jesus é obedecer a princípios imutáveis, mas é também ser livre como as ondas do mar.

 

Um discípulo, ao mesmo tempo em que vive obediente a Deus, descobre a pessoa dinâmica que deve ser, conforme a expressão de sua inerente potencialidade, e mediante os variados dons espirituais que a graça de Deus acrescenta à vida de cada cristão.

A- Requisitos

a – Um Ser Livre

b – Alguém que Sabe o Que Quer

c – Palavra do Mestre Imutável

d – Senta-se aos Pés do Mestre

e – Escuta o Mestre

f – Crê e segue o Mestre

g – Obedece ao Mestre

h – Instruído Pelo Mestre

- O DÍZIMO É OBRIGATÓRIO

 

 

“Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos Exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”.(Malaquias 3,10).

 

 No antigo testamento, o Dízimo é citado como uma devolução justa a Deus por tudo o que Ele deu ao homem.

O Dízimo é uma forma de dar ao doador. Aquele que dá a nós todos, o tudo, damos a Ele uma parte do todo. Tanto no passado como hoje, somos livres em dar ou não. Naturalmente temos que arcar com as conseqüências de não cumprir a lei.

 O que podemos observar nas Escrituras é que quando o povo era fiel em dar o Dízimo, prosperava. Jacó prometeu o Dízimo ao Senhor e foi abençoado.

 Ele cumpriu com a promessa e por isso crescia em sua integridade espiritual. Moisés orientou os filhos de Israel quanto ao dízimo:

 “O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas que me façam uma oferta. Aceitarei essa oferenda de todo homem que a fizer de bom coração.” (Êxodo 25,1)”.

Eles seguiram o exemplo do pai, dando os primeiros frutos da terra, dos animais e parte das rendas. Quando esse mesmo povo endurece seu coração, se torna avaro com Deus, os problemas surgem de toda sorte.

 Os filhos de Isabel bloquearam os canais dos bens, e por isso o Senhor lhes fala de forma dura, através de Malaquias 3,7-9: “Desde os dias de vossos pais vos apartastes de meus mandamentos e não os guardastes. Voltai a mim, e eu me voltarei para vós…”

Uns são fiéis e encontram respostas, outros tentam abafar este apelo endereçando suas ofertas a falsos deuses e assim a felicidade não vem.

O Dízimo é bíblico, histórico e atual. A maior motivação do passado está em Malaquias 3,10: “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo.

 Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”.

E a motivação do presente está em 2 Cor 9,7: “Deus ama o que dá com alegria”.A certeza da abundância que está à disposição dos que são fiéis em 2 Cor 9,8: “Poderoso é nosso

Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda a espécie de boas obras”.

Aquele que começa a praticar a lei do Dízimo, começa a descobrir que pode dar mais do que pensou.

Dizimo é o seguro da renda.

 

 O dizimista estabelece prioritariamente seus planos financeiros, o que lhe garante o sucesso, Aquele que compreende o valor do Dízimo passa a ser dono de sua riqueza, ela não o possui.

 

O Dízimo é um ímpeto divino pago espontaneamente, por amor. Dízimo é semente de prosperidade. O dízimo me insere na virtude da Obediência a Jesus e a Igreja. “Pagai o Dízimo segundo o costume”, quinto mandamento da Igreja.

 

 

MEU RELACIONAMENTO COM JESUS

 

“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15,5)

 

“Eu sou a videira, e meu Pai é o agricultor. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15,1ss). Para se produzir frutos é preciso permanecer no Senhor. O ramo pode produzir frutos somente quando inserido na videira. “Permanecei em mim, e eu em vós” (Jo 15,4).

Enquanto o ramo permanece na videira, a videira alimenta o ramo com sua vida, com sua autoridade… “O ramo de si mesmo não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim…” (Jo 15,4-5). A poda dos ramos faz com que produzam mais frutos, muitos frutos.

 

Como permanecer em Jesus: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,10). Enquanto permanecemos em Seu amor e guardamos os Seus mandamentos, a Sua alegria flui para nós. Se permanecermos em Jesus, guardamos o Seu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos tenho amado” (Jo 13,34).

 

A alegria vem quando permanecemos em Jesus, guardando os Seus mandamentos e amando-nos uns ao outros. Jesus é a nossa casa-modelo. Se olharmos para Ele e seguirmos o Seu exemplo, seremos transformados à Sua semelhança. São Paulo nos diz que, ao contemplarmos a Jesus, “somos transformados na mesma imagem, sempre mais resplandecentes” (Gn 3,8). Contemplando-O, somos transformados à sua imagem, tornando-nos semelhantes a Ele. Ele é o modelo.

A permanência é um processo natural, sem esforço. O Senhor produz em nós os seus frutos muito naturalmente, normalmente, sem que nós tenhamos que entrar em estado de tensão e pressão para que isto aconteça. Enquanto o ramo permanece na videira produzirá frutos de alegria, tão naturalmente quanto acordar de manhã. Tudo acontece como resultado de um relacionamento contínuo com Jesus, descansando n’Ele, ficando ligado a Ele, em comunhão com Ele. e assim, teremos um relacionamento perfeito, correto, com Deus. Teremos um relacionamento íntimo, teremos uma experiência contínua com Deus, Senhor e Redentor. Buscando viver o Senhorio de Jesus, faremos a vontade do Pai. Se permanecemos em Deus, faremos Sua vontade. Buscaremos a Deus por amor. Buscaremos um relacionamento correto com Deus e com os irmãos.

A prioridade da vida do cristão é o seu relacionamento com Deus, um relacionamento correto, como verdadeiro adorador. A adoração vem em primeiro lugar e depois as obras. São Domingos fez grandes obras, mas, a parte da manhã, diariamente, era dedicada à adoração ao Santíssimo Sacramento. O Senhor é prioritário em nossas vidas? Estamos adorando-O, servindo-O com todo amor? Amamos o nosso próximo como o Senhor nos manda? Estamos escolhendo a melhor parte ou somos como Marta? Quando permanecemos em Deus, trabalhamos com Deus.