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Como Jesus formou Pedro, você também quer ser formado por Ele? (palestra)

 

 

O perfil do discípulo, necessariamente, tem que aproximar, ao máximo, do Mestre. Querem-se nos avaliar como discípulos, devemos nos perguntar: o meu modo de agir, de falar, de andar, de trabalhar, de estudar me delata como um seguidor de Cristo? As pessoas percebem que sou cristão sem que eu fale alguma coisa?

              Um dia Pedro estava decepcionado com o Mestre e não queria parecer, ou se revelar como um discípulo de Jesus e escondeu-se pôr detrás do fogo que crepitava na fogueira. Era noite e a sombra da noite o cobria e ele ali estava tranqüilo, não queria ser reconhecido como seguidor do Messias; pelo menos não daquele Messias, não era bem esse que ele esperava. Era verdade que aprendera a amar aquele Galileu, e pôr algum tempo até achou que verdadeiramente Jesus fosse o Messias. E olha! Até estava disposto a lutar com a espada pôr Ele, mas tudo foi um sonho e agora estava disposto a esquecer, não queria nem lembrar que um dia seguiu Aquele homem. Com certeza, ninguém o reconheceria naquela noite, e a penumbra da fogueira era um bom local para esconder.

Pedro estava totalmente errado:

              “Pouco depois os que ali estavam, aproximaram-se de Pedro e disseram: sim, tu és daqueles: teu modo de falar te dá a conhecer” Mt 26,73

               Verdadeiramente Pedro era um discípulo e isto estava delatado no seu jeito de ser, de agir, de falar. “Tu falas como Ele, Pedro! Não precisa te esconder, teu modo de ser te denuncia.

               Este é o verdadeiro discípulo. Aquele que nos faz recordar o Mestre. Portanto, o perfil do discípulo é o perfil do Mestre.

               Vamos, com generosidade, tentar delinear esse perfil.

               Primeiramente precisamos expandir nossos horizontes quanto às características do discípulo, ou do seguidor. Normalmente olhamos se a pessoa tem vida moral e social ajustada. Se paga as contas em dia, se leva os filhos para passear, se é bom marido, leva a família para jantar fora, se é bom vizinho e ótimo profissional, e pronto. É um discípulo! Não é tão simples; tudo isso é fazer o ordinário e obrigação do cristão. Ser discípulo é fazer o extraordinário, ou seja, “Se amares os que vos amam, que recompensa tereis?…”                                                                 

 

“Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? (Mt 5,46-47)”.

                “Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa merecereis? (Lc 6,33)”.

” O discípulo não é superior ao Mestre, mas todo discípulo perfeito será como o Mestre”.

               Aqui temos uma grande diferença entre ser discípulo de Jesus e ser discípulo perfeito. Muitas vezes na palavra vemos falar de discípulos que abandonavam o Mestre, pois, eram apenas discípulos, mas não queriam “ser perfeitos como o Mestre”. O ser discípulo perfeito, não é para todos, mas para os escolhidos.

Ser discípulo perfeito exige o extraordinário e não apenas o ordinário. É nesse pequeno detalhe que se conhece o discípulo de verdade.

E você é discípulo de verdade, ou apenas discípulo?

Seguir Jesus extrapola os hábitos, os costumes. Exige sair da rotina, do quadrado do dia a dia.

Seguir a Jesus é ir além do deserto como Moisés.

 

               Seguir a Jesus é ser chamado de louco, alienado e outros adjetivos.

É desinstalar-se de ser o acomodado, é questionar a fé passiva.

Seguir a Jesus é obedecer a princípios imutáveis, mas é também ser livre como as ondas do mar.

 

Um discípulo, ao mesmo tempo em que vive obediente a Deus, descobre a pessoa dinâmica que deve ser, conforme a expressão de sua inerente potencialidade, e mediante os variados dons espirituais que a graça de Deus acrescenta à vida de cada cristão.

A- Requisitos

a – Um Ser Livre

b – Alguém que Sabe o Que Quer

c – Palavra do Mestre Imutável

d – Senta-se aos Pés do Mestre

e – Escuta o Mestre

f – Crê e segue o Mestre

g – Obedece ao Mestre

h – Instruído Pelo Mestre

- O DÍZIMO É OBRIGATÓRIO

 

 

“Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos Exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”.(Malaquias 3,10).

 

 No antigo testamento, o Dízimo é citado como uma devolução justa a Deus por tudo o que Ele deu ao homem.

O Dízimo é uma forma de dar ao doador. Aquele que dá a nós todos, o tudo, damos a Ele uma parte do todo. Tanto no passado como hoje, somos livres em dar ou não. Naturalmente temos que arcar com as conseqüências de não cumprir a lei.

 O que podemos observar nas Escrituras é que quando o povo era fiel em dar o Dízimo, prosperava. Jacó prometeu o Dízimo ao Senhor e foi abençoado.

 Ele cumpriu com a promessa e por isso crescia em sua integridade espiritual. Moisés orientou os filhos de Israel quanto ao dízimo:

 “O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas que me façam uma oferta. Aceitarei essa oferenda de todo homem que a fizer de bom coração.” (Êxodo 25,1)”.

Eles seguiram o exemplo do pai, dando os primeiros frutos da terra, dos animais e parte das rendas. Quando esse mesmo povo endurece seu coração, se torna avaro com Deus, os problemas surgem de toda sorte.

 Os filhos de Isabel bloquearam os canais dos bens, e por isso o Senhor lhes fala de forma dura, através de Malaquias 3,7-9: “Desde os dias de vossos pais vos apartastes de meus mandamentos e não os guardastes. Voltai a mim, e eu me voltarei para vós…”

Uns são fiéis e encontram respostas, outros tentam abafar este apelo endereçando suas ofertas a falsos deuses e assim a felicidade não vem.

O Dízimo é bíblico, histórico e atual. A maior motivação do passado está em Malaquias 3,10: “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo.

 Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”.

E a motivação do presente está em 2 Cor 9,7: “Deus ama o que dá com alegria”.A certeza da abundância que está à disposição dos que são fiéis em 2 Cor 9,8: “Poderoso é nosso

Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda a espécie de boas obras”.

Aquele que começa a praticar a lei do Dízimo, começa a descobrir que pode dar mais do que pensou.

Dizimo é o seguro da renda.

 

 O dizimista estabelece prioritariamente seus planos financeiros, o que lhe garante o sucesso, Aquele que compreende o valor do Dízimo passa a ser dono de sua riqueza, ela não o possui.

 

O Dízimo é um ímpeto divino pago espontaneamente, por amor. Dízimo é semente de prosperidade. O dízimo me insere na virtude da Obediência a Jesus e a Igreja. “Pagai o Dízimo segundo o costume”, quinto mandamento da Igreja.

 

 

MEU RELACIONAMENTO COM JESUS

 

“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15,5)

 

“Eu sou a videira, e meu Pai é o agricultor. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15,1ss). Para se produzir frutos é preciso permanecer no Senhor. O ramo pode produzir frutos somente quando inserido na videira. “Permanecei em mim, e eu em vós” (Jo 15,4).

Enquanto o ramo permanece na videira, a videira alimenta o ramo com sua vida, com sua autoridade… “O ramo de si mesmo não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim…” (Jo 15,4-5). A poda dos ramos faz com que produzam mais frutos, muitos frutos.

 

Como permanecer em Jesus: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,10). Enquanto permanecemos em Seu amor e guardamos os Seus mandamentos, a Sua alegria flui para nós. Se permanecermos em Jesus, guardamos o Seu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos tenho amado” (Jo 13,34).

 

A alegria vem quando permanecemos em Jesus, guardando os Seus mandamentos e amando-nos uns ao outros. Jesus é a nossa casa-modelo. Se olharmos para Ele e seguirmos o Seu exemplo, seremos transformados à Sua semelhança. São Paulo nos diz que, ao contemplarmos a Jesus, “somos transformados na mesma imagem, sempre mais resplandecentes” (Gn 3,8). Contemplando-O, somos transformados à sua imagem, tornando-nos semelhantes a Ele. Ele é o modelo.

A permanência é um processo natural, sem esforço. O Senhor produz em nós os seus frutos muito naturalmente, normalmente, sem que nós tenhamos que entrar em estado de tensão e pressão para que isto aconteça. Enquanto o ramo permanece na videira produzirá frutos de alegria, tão naturalmente quanto acordar de manhã. Tudo acontece como resultado de um relacionamento contínuo com Jesus, descansando n’Ele, ficando ligado a Ele, em comunhão com Ele. e assim, teremos um relacionamento perfeito, correto, com Deus. Teremos um relacionamento íntimo, teremos uma experiência contínua com Deus, Senhor e Redentor. Buscando viver o Senhorio de Jesus, faremos a vontade do Pai. Se permanecemos em Deus, faremos Sua vontade. Buscaremos a Deus por amor. Buscaremos um relacionamento correto com Deus e com os irmãos.

A prioridade da vida do cristão é o seu relacionamento com Deus, um relacionamento correto, como verdadeiro adorador. A adoração vem em primeiro lugar e depois as obras. São Domingos fez grandes obras, mas, a parte da manhã, diariamente, era dedicada à adoração ao Santíssimo Sacramento. O Senhor é prioritário em nossas vidas? Estamos adorando-O, servindo-O com todo amor? Amamos o nosso próximo como o Senhor nos manda? Estamos escolhendo a melhor parte ou somos como Marta? Quando permanecemos em Deus, trabalhamos com Deus.

 

 

 

ORAÇÃO PARA PROTEGER, ORIENTAR, DEFENDER E ABENÇOAR ALGUÉM

O amor de Deus que exceda toda compreenção é derramado agora copiosamente sobre o corpo, a mente, o coração e o espírito de …………………………….

O amor de Deus que excede toda compreensão penetra agora no mais íntimo do ser de…………………..e cura completamente toda e qualquer enfermidade física, mental, emocional e espiritual existente ali.

E o sangue poderosíssimo de Jesus Cristo nosso  Redentor, derramado na cruz do calvário para a Redenção total alcança agora todas as áreas do ser de……………………..dando-lhe completo perdão e total libertação.

O Espirito Santo, a Inteligência Infinita que emana de Deus o Pai, de Deus o Filho habita ago­ra com…………………..e por isso ele(a) é divinamente orientado(a), instruido e inspirado em tudo que deve  fazer, pensar, dizer, sentir, querer e decidir.

Acredito e si que a partir de agora…………………..está sob a total  proteção de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito.

Glória a Deus,  Aleluia em nome de Jesus.

Senhor te agradeço por teres recebido a minha oração.

Armadura de Deus – (Ef. 6,10 ss)

Pai amado eu te peço agora em nome de Jesus Cristo , coloque sua armadura de proteção sobre……………………. com o cinto da verdade, a couraça da justiça, o calçado da paz. Empunho o escudo da fé, a espada do Espírito Santo que é a Palavra de Deus. Coloque sobre nós o capacete da salvação. Obrigado Senhor Jesus. Amém.

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Procure estar calmo (a)  sem agitação interior, peça a Cristo, ao  Espírito Santo para nos dar a tranquilidade para orar.

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Em nome de Jesus Cristo, e pelo seu sangue Redentor, eu corto todo o poder do demônio, sobre o corpo e a mente de……………………..e clamo  Pai, pela sua libertação e sua transformação. Unida a jesus, com Jesus e por Jesus. Amém Aleluia.

 A mente de………………………….. a mente de Deus, serena e cheia de paz. Renove senhor, a mente de………………….Pela fé eu vejo………………..feliz, amoroso, de coração aberto, calmo como Deus o fez e quer que ele seja.

Em nome de Jesus Cristo, eu creio que assim será . Amém, Aleluia

Superstição: quanto ela influencia sua vida?

 

Está presente na história e associada a rituais pagãos

A história da humanidade está repleta de relatos relacionados à superstição. Medo de gato preto, não passar debaixo de escadas, botar a imagem de Santo Antônio de ponta-cabeça no copo d’água, dentre tantas outras, são histórias que permeiam a vida de todos nós. As superstições são tão antigas quanto a humanidade. Estão presentes na história e associadas a rituais pagãos em que as pessoas louvavam a natureza.

 

Quem nunca ouviu falar de uma delas, não é mesmo? Há séculos convivemos com esses costumes, muitas vezes, sem saber como nasceram. Algumas dessas práticas são tão presentes em nosso cotidiano que as multiplicamos automaticamente em nossas vidas. Há relatos de que a roupa branca utilizada, por muitos, no Réveillon, é influência de tribos africanas que vieram para o Brasil no período da escravidão, cor que traduziria paz e purificação. Bater na madeira é um hábito milenar dos pagãos, por acreditarem que as árvores seriam morada dos deuses batiam na madeira como forma de espantar os maus espíritos que rondavam, chamando o poder das divindades.

 

O termo “superstição” vem do latim “superstitio”, origina-se no que acreditamos a partir do conhecimento popular, trata-se de uma crendice sem base na razão ou conhecimento ou ainda algo muito relacionado ao comportamento supersticioso e mágico, ligado à maior ou menor “sorte” em determinada situação.

 

Desde a Antiguidade, os povos eram cheios de crenças ligadas a aspectos mágicos, identificando situações que dariam ou não sorte àqueles que seguissem determinadas práticas. Muitas superstições nascem de hábitos do passado que fazem sentido, mas cuja razão se perdeu ao longo do tempo, multiplicando uma situação inexistente, que, muitas vezes, vem de modo fácil e tranquilo. Usar a roupa da sorte, a bebida especial, a planta de tal tipo.

 

A superstição responde à nossa necessidade de segurança, conforme afirmação de Kloetzel. “Não é simples coincidência que, justamente o campo da saúde e da doença, em que nosso desamparo se torna mais evidente, esteja mais ‘minado’ por toda sorte de crendices” [...]. “Sabe-se também que é entre os idosos, às voltas com a ideia de morte, que o misticismo e a religião encontram maior número de devotos”, revela o autor.

 

Estamos em pleno ano 2010, mas ainda há muitos fatos assim, sem uma base exata; e a verdade é que até aqueles que são mais descrentes, céticos, muitas vezes, vão atrás da “boa sorte”.

 

A verdade é que por mais que digam que a religião possa carregar características supersticiosas, é um grande erro confundir as coisas, pois a religião não é magia. Ato supersticioso é o fato de alguém carregar um talismã, evitar situações, praticar atos de sorte ou coisas do gênero.

 

Religião é algo que permanece com o tempo e necessário é crer de forma intensa; já a superstição é algo em que não se acredita 100%, mas se faz esta ou aquela simpatia, carrega-se um objeto da sorte.

 

O que chamamos de comportamento supersticioso nem sempre é comprovado e, muitas vezes, é lendário, ou seja, de tanto se acreditar que algo dá azar ou sorte, a tradição deu àquele número, objeto ou situação um caráter de favorecimento e crença.

 

E você? Já parou para pensar naquilo que cultiva e acredita? Será que tem dado mais valor às superstições do que à sua vida de cristão?

 

Fica uma reflexão para revermos como cada um de nós assume medos, crenças e crendices que tantas vezes mobilizam nossas vidas.

 

Deixe seus comentários sobre este tema!

 

Abraço fraterno!

 

Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas. Site: http://temasempsicologia.wordpress.com

12/08/2010 – 08h00

EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO

 

“Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (Atos 1,8) 

Jesus, desde sua encarnação até a oblação sacerdotal na cruz, cumpriu sua missão, como cordeiro imolado que, com o Seu próprio sangue, conquistou para a humanidade uma redenção eterna ao oferecer-se a Seu Pai, movido pelo Espírito Santo. “Eis aí o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O Espírito Santo, presente e operante na MISSÃO DE JESUS é o primeiro fruto do Seu Sacerdócio e do Seu Senhorio. “Exaltado pela direita de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou-o como vós vedes e ouvis”. (Atos 2,33). Jesus glorificado, por sua vez derrama o Espírito Santo, pelo poder soberano de Deus, para que a Igreja se abrisse à vida, para que nascesse o novo Povo de Deus, para que se cumprissem as promessas aos antigos profetas e para que ficasse selada para sempre e em toda a sua plenitude a nova Aliança (Ler Jr 31,31-33; Ez 36,27; Is 59,21). Essa plenitude do Espírito Santo foi prometida a todos os que crêem em Jesus como Messias Filho de Deus, Salvador e Senhor.

Jesus é o “Pleno do Espírito Santo” e tudo quanto faz, brota dele, é fruto da ação fecunda do mesmo Espírito. Depois de sua ressurreição e antes de sua ascensão ao céu, Jesus transmite aos seus apóstolos as instruções sobre o Reino de Deus. Recomenda aos apóstolos que não se afastassem de Jerusalém para esperar o cumprimento da Promessa do Pai. “Eis que eu vos mandarei o Prometido de meu Pai. Ele vos recordará todas as coisas”. A promessa do Pai se identifica, pois, com o Espírito

Santo. Com a vinda do Espírito Santo, a missão de Jesus alcançará a sua plenitude. João Batista havia dito: “Eu vos batizo na água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará no Espírito Santo e no Fogo” (Mt 3,11). Este é o ponto culminante da instrução de Jesus: os discípulos serão batizados no Espírito Santo. “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1,6-8). Esta afirmação de Jesus é uma chave: “Recebereis a força do Espírito Santo…” Manifesta assim, a finalidade direta da Efusão do Espírito Santo que os apóstolos irão receber. Serão revestidos de uma força vinda do alto, receberão o Espírito Santo que é uma força divina, uma força de Deus. Será, pois, uma investidura de poder.

Em virtude dessa FORÇA DIVINA, os discípulos poderão, à semelhança de Jesus, plenos do Espírito Santo e no poder desse mesmo Espírito, proclamar a boa nova do Reino de Deus. (Ler Lc 4,1. 14.18.43; At 10,38). Essa mesma força do Alto transformará os missionários em testemunhas de Jesus ressuscitado e o seu campo de ação será o mundo “até os confins da terra…”

Obedecendo à ordem de Jesus, os apóstolos permaneceram em Jerusalém… “Todos perseveravam unânimes na oração com algumas mulheres e Maria, a Mãe de Jesus” (At 1,14). Ao chegar o dia de Pentecostes, estavam todos reunido no mesmo lugar, o pequeno núcleo de apóstolos com Maria, reunidos, juntos, união comunitário de concórdia, amizade e caridade. “De repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam reunidos. Apareceram-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiam e repousaram sobre cada um deles” (At.2,3). Jesus subiu ao céu e de lá vem o Espírito Santo, força de Deus, que Ele havia prometido. O vento impetuoso encheu toda casa indicando plenitude. As línguas como que de fogo, simbolizavam o Espírito Santo divino, purificador e santificador, que encheria a todos e os faria dar testemunho sobre Jesus, um testemunho como que de fogo. O fogo, na Bíblia, acusa a presença de Deus.

“E pousou sobre cada um deles e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito os fazia proclamar”. (Atos 2,3-4).

Movidos pelo Espírito Santo, os apóstolos começaram a falar em outras línguas e proclamavam “As grandezas de Deus” nos idiomas próprios dos ouvintes. É a intervenção de Deus, é a ação salvífica de Deus que ressuscitou Jesus Cristo, seu filho, ao qual glorificou e lhe comunicou a plenitude do Espírito Santo. E Jesus derramou esse mesmo Espírito sobre os apóstolos, transformados pela EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO, começaram a proclamar o testemunho de Jesus de uma forma nova e de maneira diferente, com FORÇA E COM FOGO que o Espírito Santo lhes transmitia. A proclamação das grandezas de Deus era feita com um entusiasmo particular. Pedro, após a efusão do Espírito Santo, com uma pregação de três minutos, três mil pessoas foram convertidas, tal era a unção e poder em suas palavras. (Ler Atos 2,14-41).

O Espírito Santo está sempre presente na COMUNIDADE CRISTÃ, comunicando-lhe sua “força” e seu “poder” para que seus membros continuem a missão de ser “testemunhas” de Jesus, cheios de alegria… O orar em línguas é um dos sinais de Efusão do Espírito Santo, mas não é o único e nem o necessário, nem todos receberão este sinal com a efusão.

Pelos sacramentos, recebemos o Espírito Santo, mas continuamos medrosos, com pouca ação, tristes, angustiados, fracos, como os apóstolos antes da Efusão do Espírito Santo. A promessa do Pai é para todos os que crerem em seu filho Jesus, é, portanto, para todos nós. Todos que desejarem, que buscarem, que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão esta plenitude. “Vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem” (Lc. 11,13). Arrependei-vos e credes no Evangelho.

“Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?” (Atos 19,2). Tomaram conhecimento da Efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, conforme nos relata as escrituras? Precisamos das doações carismáticas do Espírito Santo, para que sejamos testemunhas das grandezas de Deus no mundo de hoje.

O Espírito Santo, a grande promessa do Pai, a alma de toda missão salvífica de Jesus, continuará, impulsionando os missionários de todos os tempos para que continuem levando o testemunho de Jesus até os confins da terra, pois, a BOA NOVA DO EVANGELHO não pode ser detida.

ORAÇÃO: Os apóstolos faziam orações pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo. Visto que não haviam descido sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impunham as mãos e recebiam o Espírito Santo (At 8, 14,17). Ler, meditar o livro dos Atos dos Apóstolos, os textos citados e outros. Orar de preferência em grupo. Precisamos da comunidade para receber com maior plenitude a Efusão do Espírito Santo: “Senhor Deus, criador do céu e da terra, que prometestes o Espírito Santo a todos que lho pedirem em nome de Jesus, concede a teus servos a Efusão do Espírito Santo para que possamos pregar a tua palavra com toda “força e poder”, para que continuemos a missão de sermos testemunhas de Jesus.”

Frutos que confirmam a Efusão do Espírito Santo em nossas vidas:

Com nossa abertura ao Espírito Santo e à sua ação soberana, virão frutos de santidade e carismas para edificar a Igreja. A vida nova do Espírito Santo gera frutos que se percebem aqui e ali…

- Conversão interior radical e transformação profunda de vida;

- Luz poderosa para compreender melhor os mistérios de Deus e seu plano de Salvação;

- Novo compromisso pessoal com Jesus Cristo;

- Abertura sem restrição à ação do Espírito Santo;

- Exercício ativo das virtudes teologais: fé, amor, esperança;

- Entrega generosa ao serviço dos demais, dentro da Igreja;

- Gosto pela oração e amor à Sagrada Escritura;

- Busca ardente dos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia;

- Revalorização da missão da Virgem Maria no plano da redenção;

- Amor à Igreja e suas instituições;

- Força divina para dar testemunho de Jesus em toda parte;

- Anseio de um ilimitado campo de apostolado…

        A Efusão do Espírito Santo é, portanto uma investidura de poder, não é um sacramento. O homem torna-se cristão mediante um processo que compreende:

- Conversão e a fé em Jesus Cristo;

- Recepção dos sacramentos de iniciação; batismo, confirmação, eucaristia. Todo aquele que recebeu os sacramentos da iniciação cristã torna-se Filho de Deus, foi incorporado a Cristo morto e ressuscitado, recebem o dom do Espírito Santo e pode participar da Eucaristia, banquete da Nova Aliança.

A oração para “Efusão do Espírito Santo”, geralmente feita mediante a imposição de mãos, num gesto sensível de amor fraterno, consiste na oração, cheia de fé e esperança, que uma comunidade eleva a Jesus glorificado para que derrame seu Espírito, de maneira nova e em maior abundância, fazendo surgir na criatura um relacionamento novo com o Espírito Santo, para realizações das “Missões Divinas”. (Palestra baseada nos livros: Renovação no Espírito Santo e O Espírito Santo na Igreja dos Atos dos Apóstolos, de Salvador Carrilho Alday, pela equipe de Comunicação da RCC).

A RETIDÃO

 

- RETIDÃO (Justiça): “O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu reino é cetro de justiça. Amaste a Justiça e odiaste a iniqüidade, por isso, ó Deus, o teu Deus te ungiu com óleo de alegria…” (Hb 1,8-9). O cetro do reino de Deus não é feito de ouro ou prata, é a RETIDÃO de vida. É a vivência com retidão, com justiça. Pela retidão em nossos atos e palavras alcançaremos a autoridade espiritual. A autoridade espiritual é aquela que acalma o vento, é a voz que aquieta a tempestade… A autoridade espiritual é diferente da autoridade governamental; não são a mesma coisa. A autoridade governamental dá mais importância ao controle sobre as pessoas, a submissão, é muitas vezes opressora.

Jesus em seu ministério curava os enfermos, expulsava os demônios, abria os olhos aos cegos e os ouvidos dos surdos, com autoridade espiritual. Ele falava como quem tinha autoridade… Os discípulos de Jesus não puderam libertar o menino endemoniado por falta de autoridade espiritual e nós, quantas vezes passamos por semelhante situação por falta de retidão de vida… Quantas pessoas vêm a nós para que oremos por elas e nada acontece, por quê? (Ler Mt 17,14-21; Atos 19,11-12). São Paulo exercia com plenitude e autoridade espiritual; até suas roupas, lenços, que os enfermos tocavam os curavam… Em Atos 19, vamos encontrar pessoas sem retidão tentando expulsar demônios e foram atacadas por eles e tiveram que fugir… O primeiro e mais importante passo para o exercício da autoridade espiritual é a retidão (Justiça). A retidão é o cetro do reino de Deus. A retidão é o fundamento da autoridade Espiritual em nossas vidas.

Temos a RETIDÃO ATRIBUÍDA E A RETIDÃO CUMPRIDA.

2.1 – RETIDÃO ATRIBUÍDA:

 “Abraão creu em Deus, e isto lhe foi imputado (atribuído) em conta de Justiça (retidão)” (Rom 4,3). Em contabilidade temos Débitos e Créditos. Se ganharmos algum dinheiro poderemos abrir uma conta de crédito no Banco. Este depósito é atribuído à nossa conta bancária. A Bíblia fala que pele fato de que Abraão creu em Deus, isto lhe foi atribuído (creditado) – (imputado) como justiça (retidão). Ele recebeu, por ter crido em Deus, um enorme depósito em sua conta – retidão.

 Se estivermos ligados, se permanecemos em Deus, com fé, retidão, nos são atribuídos créditos por Deus e se não somos justos, desobedientes, desligados da videira, vai aumentando o nosso débito para

com Nosso Senhor e assim perderemos toda autoridade espiritual. Necessitamos viver a fé de Abraão para alcançarmos a autoridade espiritual em plenitude (Ler: Rom 4,5-23).

Quando cremos em Jesus como nosso salvador pessoal, alcançamos toda a Sua obra no calvário. Isto nos é atribuído como retidão. A retidão de Jesus Cristo precisa ser atribuída (imputada – creditada) na nossa conta. Os nossos pecados são colocados na conta de Jesus todas as vezes que nos é atribuída à retidão. Assim poderemos viver a alegria de um novo nascimento, com uma retidão atribuída.

Deus nos oferece o dom da retidão através de Cristo Jesus. E ao aceitarmos esta oferta, ela torna-se um dom. Enquanto não aceitamos, não apropriamos, não é nossa. “Veio para os que eram seus e os seus não o receberam, mas a todos quantos o receberam Deus deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,11-12). Enquanto não aceitarmos, de todo coração, Jesus como nosso salvador pessoal, não somos ainda evangelizados. Não nascemos de novo. Quando O aceitamos, Deus nos oferece o dom da vida eterna, o dom da retidão. “Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus”. (Ef 2,8).

2.2 – RETIDÃO CUMPRIDA

A salvação começa com a retidão atribuída. Os frutos desta retidão em nós chama-se retidão cumprida. É a vivência, é expressa em obras, é a prática do dom de Deus em nós. “Por estes motivos esforçai-vos quanto possível para unir a vossa fé à virtude (ou bondade), a virtude à ciência (conhecimento), a ciência à temperança (autodomínio), a temperança à paciência, a paciência à piedade e a piedade ao amor fraterno, e ao amor fraterno à caridade. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos…” (2 Pe 1,5-8). Unir à vossa fé, acrescentar. Se crermos estarmos começando a vivenciar a retidão cumprida. ela vai encontrando expressão em nossas vidas.

 

“Somos obra Sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2,10). Fomos salvos gratuitamente, para que produzíssemos boas obras, salvos para expressarmos a retidão atribuída a nós e tê-la cumprida em nós.

 

Quando expressamos a retidão cumprida em nossas vidas? Quando somos retos nas menores ações, cumprindo fielmente meus deveres de cristão, de cidadão, pagando impostos, dízimo, dívidas, prestações, mantendo a palavra e compromissos com os irmãos. Hoje estamos necessitando de observar atentamente estas áreas de nossas vidas, em tudo o que temos deixado de expressar ou viver, esta retidão de Deus, que nos foi dada graciosamente. Se faltarmos com a retidão, se deixamos de cumpri-la, de vivenciá-la, perderemos a autoridade espiritual. E esta será crescente em nós na proporção do crédito que nos é creditado pela retidão cumprida.

Falta de autoridade espiritual: Onde não há retidão, não há cetro, não há autoridade espiritual que seja genuína, correta. Quando há um alicerce de retidão cumprida, ações corretas, estilo de vida correto, pagamento regular dos compromissos financeiros, honestidade nos negócios, fidelidade conjugal, oração e estudo regular da palavra de Deus, haverá assim autoridade espiritual e prosperidade espiritual. Se desejarmos exercer a autoridade espiritual teremos que buscá-la na retidão, na pureza, no compromisso, na fidelidade. Teremos que ser confiáveis, amáveis, obedientes e responsáveis por tudo quanto assumimos e nos comprometemos diante de Deus e dos irmãos, fazer jus aos nossos salários,

 

cumprindo os nossos deveres de operários cristãos. Assim, a nossa fé será transformada em expressões práticas e viáveis…

Sem a vivência da retidão, a nossa ação será infrutífera, estaremos impondo mãos, fazendo apenas “massagens carismáticas” e tudo mais, isto não produzirá frutos, será um verdadeiro caos. O Senhor exige no seu reino o CETRO DA RETIDÃO. “Se eu intentasse no coração o mal, não me teria ouvido o Senhor” (Sl 66,18). Permite-se que a iniqüidade e o desgoverno reinem nas nossas vidas, as nossas orações ficarão neutralizadas. Pela nossa iniqüidade e pelo nosso desgoverno o Senhor não nos ouvirá. Fiquemos atentos, procuremos recuperar a retidão:

                          * Reconhecer, arrepender e confessar os pecados;

                          * Restituir se prejudicou alguém;

* Restabelecer relacionamentos rompidos, perdoar e pedir perdão.

QUANDO PREGAR

1. Suba a plataforma bem preparado.
2. Comece com calma
3. Prossiga de modo modesto.
4. Não se desfaça em gritos.
5. Não trema.
6. Vale com clareza, sem declamar.
7. Não levante demais a voz.
8. Empregue frases curtas e bem claras.
9. Evite a monotonia.
10. Seja sempre senhor da situação.
11. Não empregue sarcasmo nem outras expressões maliciosas.
12. Não ataque hostilmente.
13. Ande com a devida dignidade.
14. Não provoque risadas, tornando-se palhaço.
15. Não se elogie a si mesmo.
16. Não ilustre com narrações longas.
17. Não canse os ouvintes com discursos extensos.
18. Não se afaste do texto e do tema.
19. Procure suscitar o interesse.
20. Fale com autoridade, mas não em tom de mando.
21. Fixe o olhar nos ouvintes.
22. Não crave os olhos nem no chão nem no teto.
23. Não fixe o olhar em algum ouvinte particular.
24. Adapte os gestos às palavras.
25. Não seja teso e rígido com uma estátua.
26. Não faça gestos ridículos.
27. Não ande sobre a plataforma com passos gigantescos nem de gatinhas.
28. Não ponha as mãos nos lados nem nos bolsos da calça.
29. Não brinque com algum botão do paletó.
30. Não comece cada frase tossindo.
31. Evite o vestuário elegante, porém use colarinho limpo, roupa limpa.
32. Não diga repetidas vezes: “Logo vou terminar,” mas diga o que tiver a dizer e o assunto estará concluído

O DISCÍPULO DEVE FORMAR OUTROS

 

 

No prólogo do Catecismo da Igreja Católica item II, nº 4 (editora Vozes – 1993, – pág. 14) reza:

 

“Bem cedo se passou a chamar catequese o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos para ajudar os homens a crerem que Jesus é o filho de Deus, afim de que, através da fé, tenham a vida em nome dele, para educá-los e instruí-los nesta vida, e assim construir o corpo de Cristo”.

 

Quando se fala do dever de um discípulo formar outro, o objetivo desta formação tem que estar bem claro. Nesta parte do nosso catecismo podemos extrair a compreensão para ser e formar discípulos para o Mestre Jesus.

 O texto diz que bem cedo a Igreja entendeu que deveria se esforçar bastante para formar discípulos, discípulos que com seu testemunho e trabalho, fariam com que outros cressem que Jesus é o Filho de Deus, que pela fé tinham vida em seu nome e a partir dessa gloriosa experiência se constituíam também Igreja, corpo de Cristo.

 

Ou seja, quando o discípulo se dispõe a formar outros, têm como meta voltar os olhos e seu caminhar para Jesus na Igreja; o místico corpo de Cristo.

 

Para o discípulo de Jesus, formar é ensinar ao outro tudo que sabe e, desejar que este seja melhor do que ele próprio.

 

COMO FORMAR

 

Podemos destacar três pontos básicos e essenciais para que todo aquele que, cheio da presença de Deus sente a fantástica necessidade de formar outros que como ele, vão com liberdade e intimidade em busca do Senhor.

 

a) DEPOSITANDO CONFIANÇA

 

A confiança é, segundo o mini-dicionário Aurélio (Editora Nova Fronteira, 2ª edição, pág. 129), segurança íntima de procedimento, crédito, fé, boa fama.

 Mas para nós cristãos, esta palavra alcança um significado ainda mais profundo. Confiança é um mistério. Como toda ação de Deus no homem e no mundo a confiança também se constitui num mistério revelado pela fé.

Devemos confiar no discípulo, no seu potencial e capacidade, da mesma forma com que Deus nos confiou este discípulo para participarmos da sua formação.

 

Para conseguir confiar sem sofrimento, com segurança e determinação é preciso acreditar na graça e sabedoria de Deus quando nos diz que ninguém pode ir a Ele se o Pai que o enviou não o atrair (cf. 106, 44 a). Deus atrai os seus filhos muito amados e os coloca em seu caminho para que você com os dons que Ele mesmo te capacita os apresentem a Deus. Sustente-os, conforte-os, ensine-os, forme-os no discipulado do Senhor.

Deus nos capacita e aos outros ao mesmo tempo, para juntos chegarmos a Ele. Confia a nós a missão de confiar nos seus eleitos e na sua escolha. Confia-nos a missão de confiar nele, em nós mesmos e nos outros.

 

 

“Fé é ter certeza de que Deus confia em você”.

 

b) PASTOREANDO DESAPEGADAMENTE

 

Nessa relação é imprescindível a existência do pastor da ovelha.

 

O pastor é quem incentiva, zela, cuida da sua ovelha. Conhece suas necessidades, fraquezas e ambições. É capaz de dar sua própria vida por seus amigos (ovelhas) cf. Jo 10,11. Tem com cada uma de suas ovelhas um relacionamento pessoal, apropriado. Conhece e é conhecido por elas (”Eu sou o bom pastor. Conheço as minha ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem a mim”. Jo 10,14).

 

A ovelha por sua vez é conduzida pelo pastor, mas caminha pelas próprias pernas. Tem suas idéias, personalidade, vontade própria. Deixa-se conduzida pelo pastor, mas jamais deve ser anulada ou desprezada em suas características e qualidades.

 

Em hebraico existe apenas uma palavra para designar cordeiro e servo. Entende-se que o servo, como o cordeiro, deve ser dócil ao Senhor, dependente e consciente de sua dependência àquele que tudo lhe provem (Não vos aflijais nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? Mt 6,31).

 

Para pastorear, o pastor tem que observar alguns itens:

 

b.1) Dar prioridade

O pastor tem que priorizar sua ovelha. Entender que se Deus lhe confiou essa missão, ela tem de ser bem empreendida no amor e na doação. Oferecer tempo de qualidade à formação com partilha, ensino, exortação, repreensão, oração e sempre muito amor.

 

Considerar o discípulo e sua formação algo importante, que mereça o seu esforço, é indispensável. Tendo-o sempre em sua memória desejando-lhe o melhor de você para que ele seja melhor que você.

 

b.2) Com paciência

Nem sempre o discípulo corresponde o esperado. É necessário paciência.

 

 Suportar sem agonia o ritmo de formação diferenciado que cada discípulo tem. Isso não quer dizer propriamente capacidade ou interesse da ovelha, mas somente que Deus tem um plano único para cada um de nós e que esse plano se desenvolve no tempo onde cada discípulo se comporta de uma forma diferente e única.

 

Ter também paciência com os erros, com atitudes imaturas e resistentes à graça de Deus. O Pastor tem sempre que lembrar que a ovelha se dispõe a aprender e crescer, mas que precisa de orientação e cuidado, sobretudo que precisa caminhar com as próprias pernas mesmo que tropece um pouco.

Pastorear, resumindo, é servir o servo em sua necessidade. Jesus em Jo 13,15 nos lembra que Ele nos deu um exemplo de serviço e nos envia a fazer o mesmo.   É, portanto, importante estar sempre atento à necessidade do irmão para que você possa realmente servir e não sufocar com atenção exagerada.

Pastorear é servir na medida certa, não é nem abandonar, nem super proteger a ovelha, o discípulo do Senhor.

No pastoreio quem aparece é Jesus, somente Ele deve ser lembrado. O pastor somente O apresenta a ovelha, motivando-a a buscá-lo e encontrá-lo. Fica feliz quando isso acontece.

 

c) Respeitando

Para formar um discípulo é fundamental a relação de respeito entre pastor e ovelha.

c.1) Os dons – “O que a ovelha tem”

Quando São Paulo escreve a Timóteo (cf. II Tm 2,20), ele nos lembra que numa casa existem diversos tipos de utilidades, cada uma para uma situação e utilidade. O administrador da casa deve ter sabedoria para utilizar os utensílios da forma correta no momento propício, caso contrário não atingiria o objetivo proposto. Da mesma forma devemos agir. Devemos conhecer os dons que Deus nos põe à disposição no irmão que está sendo formado, e com sabedoria, ir motivando a utilizá-los na edificação da comunidade. Seja qual for o dom que o meu irmão tenha, com sabedoria ele deve ser aproveitado. Ora, Deus não estaria desperdiçando seus carismas com alguém incapaz de exercitá-los, jamais.

 

c.2) Os limites – “O que a ovelha não tem”

Em Cor 12,7 nos lembrado que Deus nos distribuiu, pelo mesmo Espírito, vários carismas como lhe convém. Não adianta exigir que um abacateiro lhe ofereça mangas como não adianta exigir do irmão algo que ele seja incapaz de dar. É muito importante não frustrar o discípulo e levá-lo a compreender que é de propósito que não detemos todos os dons. Deus nos deseja unidos e dependentes (”Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade” – Jo 17,23a).

 Deus quer que sejamos um corpo (I Cor 12,1), que sejamos capazes de reconhecer a nossa importância e também a do irmão no funcionamento do corpo.

 Para podermos nos completar, primeiro é preciso nos respeitar no que nos é permitido fazer e também, pela graça de Deus, o que também não nos é permitido fazer.

c.3) A caminhada – ” o que a ovelha pode ter “

Contudo, existem dons que com o tempo, perseverança, confiança em Deus, plano de Deus etc., o discípulo pode adquirir.

suportar” (I Cor 3,2a). Deus nos oferece a oportunidade de crescer e temos de respeitar o crescimento do irmão e o nosso.

O discípulo que forma outros discípulos de Jesus tem que entender que Ele oferece o que há de melhor em seu ser, mas que não pode se responsabilizar pelo crescimento ou não do irmão (”Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer” – I Cor 3,6).

Por isso, temos que fazer o que nos compete sem o direito de exigir os frutos que nos parecem justos para julgar os que conosco caminham ao encontro do Senhor.

Por fim pode-se definir que ser e formar discípulos se resume em uma única frase:

SE SERVIR SERVINDO, ou seja, servir-se de Deus servindo o irmão. Formar um discípulo para Jesus ao mesmo tempo em que o próprio Jesus com seus irmãos vai te formando um bom discípulo.

DOM DE SABEDORIA

 

 

“Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus”.(Tg 1,5)

O que é? Qual o diagnóstico? O que é o problema? Qual o diagnóstico do problema? Como que Deus mostra o problema?

 Isto é dom de Ciência.

 

A pergunta agora é: como agir?

 O que fazer, que medida tomar, como sair desta situação? Como fazer? Como resolver? Como agir?

 Vem o Dom de Sabedoria. De maneira prática, vocês já estão percebendo que o dom da sabedoria é esse dom dado, pelo Espírito Santo, como está em I Coríntios 12,8.

 Quem dá este dom, esta palavrinha de sabedoria é o Espírito Santo e a palavra de sabedoria como estamos aqui mostrando é uma aplicação prática do dom de ciência.

 O que é dom de Ciência?

É o diagnóstico, é ver o problema que só Deus conhece que está lá no fundo, no íntimo do coração que nem você se lembra e Deus te mostra, é dom de ciência; como fazer agora para resolver aquele problema?

Aí é dom de sabedoria. Como o dom de sabedoria aparece? Como ele se manifesta?

 

 O dom de sabedoria aparece, se manifesta quando eu estou sozinho orando, no silêncio, na escuta, mas às vezes ele aparece até fora do exercício da oração.

 

 Outro modo como aparece o dom de sabedoria: às vezes você está lendo a Bíblia ou outro livro, ou um artigo e ali um versículo da Bíblia, uma palavra até às vezes isolada, uma frase do livro ou do artigo que você está lendo, ressalta na sua percepção, aquilo lhe dá uma clareza, lhe dá uma visão de uma dúvida que você tinha.

Essa palavra lida é para você uma palavra de sabedoria, porque está ensinando a você como agir, como fazer, como se comportar frente a tal problema ou dúvida.

 

 A palavra de sabedoria vem também quando você está escutando, por exemplo, um ensino, o sermão do padre, uma palestra; às vezes, o ensino todinho é como uma carapuça para você

. “Puxa vida, isto me esclarece, me alerta, me orienta, me chama atenção, agora eu vou tomar posição diferente”.

O que é o dom de sabedoria? É o dom que o Espírito Santo dá no momento oportuno para defender nossa doutrina, nossa religião, nossa Igreja, Jesus, Maria, etc.

 

A mãe precisa de sabedoria para aconselhar os filhos. O pai precisa da sabedoria para aconselhar e orientar a sua família. A sabedoria adquirida pelo estudo tanto da palavra de Deus, da ciência de Deus, da Teologia, como aquela sabedoria adquiria na universidade, em qualquer ramo, assim de estudo; aquela sabedoria adquirida na experiência da vida são matérias que Deus usa para me dar o dom de sabedoria nos momentos necessários.

 

 Deus me dá os dons usando das qualidades que eu tenho, usando do material que eu tenho, usando da bagagem que eu tenho. Sabedoria não vem assim, inventando as coisas de minha própria cabeça, não, porque, daí, eu vou cair naquilo que nós chamamos de iluminismo, de sentimentalismo. Essa palavra que vem está de acordo com a verdade da Bíblia, com a doutrina da Igreja. Não pode distorcer a doutrina, não pode divergir e criar atrito com a Bíblia, com a doutrina, com a nossa fé, se acontecer isto, já não é palavra de sabedoria.

Quem é que recebe o dom de sabedoria? O Evangelho fala assim: “Eu te louvo, ó Pai, porque ocultastes estas coisas aos sábios, aos entendidos e as revelastes aos pequeninos, aos humildes…” (Mt 11.25).

 

Condições para receber o dom de sabedoria:

1) Humildade, essa dependência de Deus, despojando do nosso orgulho, da nossa soberba, da nossa pretensão e nos colocarmos na dependência de Deus.

2) Amor ao próximo, quem não ama não cumpre a lei. Amar no sentido de querer bem as pessoas, de querer a felicidade das pessoas, de querer, portanto a libertação das pessoas, a salvação das pessoas. O dom de sabedoria é justamente para você libertar as pessoas orientando-as de acordo com o plano de Jesus, descobrir o plano de Jesus para suas vidas.

3) Querer servir, querer trabalhar pelo Reino de Deus. E o Reino dos Céus cresce onde há libertação, salvação, onde começa a haver justiça, perdão, paz, alegria, etc. A sabedoria me faz instrumento para colocar o Reino dos Céus em andamento, em crescimento.

4) Outra condição para receber o dom de sabedoria é pedir.

 

 Quem é que dá o dom de sabedoria?

 

 É Jesus. É o Espírito Santo. Pedir naquela atitude ali de humildade, de simplicidade. Tiago 1,5ss: “Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus que a todos dá liberalmente, com simplicidade e sem recriminação ser-lhe-á dada”.

Qual é a fonte de sabedoria?

 

Jesus, o Espírito Santo que nos foi dado.

 

 Peçamos com fé.

 

Que tipo de fé?

 

 Fé humildade,

 

sem vacilação,

 

 sem duvidar.